Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 09/05/2020
A propagação da Peste Negra no século XIV, inicialmente, deu-se por meio de ratos e, principalmente, pulgas infectados com o bacilo, que acabava sendo transmitido às pessoas quando essas eram picadas pelas pulgas – em cujo sistema digestivo a bactéria da peste multiplicava-se. Num estágio mais avançado, a doença começou a se propagar por via aérea, por meio de espirros e gotículas.
A ascensão da globalização, no final do século XX, ampliou a integração socio-espacial em nível global, de forma que as doenças virais passaram a se alastrar com maior facilidade. Paralelamente, tal contexto possibilitou a uniformização de medidas sanitaristas no mundo, como a contenção do fluxo de pessoas em situações de pandemia, dada pela adoção do isolamento social. No entanto, há impasses para a plena concretização desses padrões comportamentais no Brasil, ora pela omissão do Poder Público, ora pela negligência populacional, o que torna mister expor e viabilizar medidas para mitigá-las
No dia (28/3), o Brasil ultrapassou a marca das 100 mortes, com 114 óbitos confirmados. Em 10 de abril, o país passou mil mortes pela Covid-19 (1.056). Um mês após a primeira morte registrada, em 17 de abril, o Brasil passou de 2 mil mortes (2.141). Em 26 de abril, 2 meses após o primeiro caso confirmado,o Brasil tinha 4.205 mortes pela Covid.
Apesar de o Brasil não estar em regime de quarentena — com exceção do estado de São Paulo e da capital do Rio de Janeiro —, a recomendação é sair o mínimo possível, evitando aglomerações. É o chamado distanciamento social. Em outras palavras, melhor ficar quietinho, adiar festas em casa e deixar os cômodos limpos.