Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 10/05/2020

No filme “Contágio”, lançado em 2011 pelo diretor Steven Soderbergh, é contada a história da descoberta de um vírus altamente contagiosos e sem cura imediata, o que causa milhões de mortes. Essa história se tornou realidade em 2020, com um novo vírus localizado em Wuhan, na China - o Corona vírus. Uma vez que não foram encontradas vacinas eficientes, a solução alternativa foi o isolamento social e global. No Brasil, esse isolamento tem sido um grande desafio devido a falta de estrutura econômica do país. Nesse sentido, pode-se analisar as principais causas, consequências e possível solução para esse impasse.

A observação crítica de acontecimentos recentes evidenciam o porquê da dificuldade do isolamento social. Desde a divulgação do surgimento do vírus, enquanto outros países criavam medidas estratégicas, o povo brasileiro não recebeu nem ao menos preocupação imediata de seus próprios governantes, causando assim não só uma falta de conscientização acerca da sua importância da quarentena, mas também, consequentemente, um massacre populacional graças à doença.

Em consequência disso, o país aparenta entrar em uma crise econômica e social. Pode-se mencionar, por exemplo, a superlotação de hospitais públicos, que não estão suportando a grande demanda de leitos de UTI e de aparelhos respiratórios. Além disso, as pessoas, principalmente de classe baixa a média, estão em uma situação sem saída — o medo de não ter o que dar de comer para a família ultrapassa o medo pela doença. De acordo com a Folha de São Paulo, mais de 1,2 milhão de pessoas ficaram desempregadas no último trimestre, logo, isso faz com que a população faça de tudo para manter seus empregos, o que não deveria ser uma preocupação atual.

Levando-se em conta o que foi observado, é necessário que o Ministério da Economia execute uma melhoria no auxílio emergencial, a fim de que não tenham mais erros recorrentes do crédito do auxílio. Além disso, esse auxílio deve ser entregue pela internet ou por correio, visando evitar as aglomerações no recebimento, que lotam as lotéricas, para que assim o nível de transmissão caia até que se não tenham mais casos existentes.