Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 13/05/2020
O grande medo de muitos, que é frequentemente retratado em filmes e livros, está se tornando realidade. Uma pandemia, um vírus que obriga as pessoas a ficar em casa para que o pior não aconteça. Na teoria a população deveria ficar em casa e o problema seria resolvido, a questão é que nem todos tem condições de ficar em casa. Mulheres que sofrem de violência doméstica estão tendo que ficar de cara com algo que temem muito mais que o vírus, outros acabam não tendo dinheiro para as necessidades básicas e os problemas psicológicos das pessoas deterioram.
De acordo com artigo 5º da Lei Maria da Penha, violência doméstica contra a mulher é “qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial”. Milhões de mulheres pelo mundo estão sendo expostas a seus agressores por muito mais tempo que antes. No México os pedidos de ajuda cresceram 60% na Rede Nacional de Refúgios e a acolhida de vítimas aumentou em 5%, já no estado brasileiro de São Paulo os pedidos de socorro envolvendo violência doméstica aumentaram 19,8% desde o início do isolamento social decretado.
Além disso, uma grande parte da população mundial vive em condições precárias e não podem fica sem sair de casa, já que é o modo que ganham dinheiro para sobreviverem e para, muitas vezes, sustentarem suas famílias.E também com o inicio do distanciamento social a solidão se tornou comum, e os problemas psicológicos vão cada vez piorando mais. Ansiedade e depressão aumentaram consideravelmente e com elas o números de suicídios.
Os problemas retratados no texto não foram causados pela quarentena, já eram problemas presentes na sociedade, só que não eram dados a devida atenção. A quarentena só aumentou números já existentes. Por isso, o que se deve fazer no momento é que o governo dê suporte a instituições para retirarem as mulheres em perigo de suas casa, ajudar os que não tem condições. No caso dos problemas psicológicos o necessário é suporte na promoção de campanhas online que incentivem conversas e empatia, mesmo que sejam pelas telinhas.