Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 10/06/2020
Desde muito tempo, o mundo enfrenta diversas doenças desconhecidas que posteriormente tornam-se parte de um evento histórico. Como exemplo, a gripe espanhola que infectou cerca de um quarto da população mundial da época de 1918, sendo o despreparo dela o maior contribuinte para o aumento do número de óbitos. Em um cenário atual de casos de pandemia, o Brasil sofre com o mesmo desconhecimento, tendo que enfrentar os diversos desafios do necessário isolamento social.
Bem como em 1918, a atual pandemia enfrentada pelo Brasil e no mundo, foi inicialmente postergada, apesar dos vários exemplos da história, e agora afronta diversos desafios para o isolamento social. A COVID-19, é uma doença de alto contágio e sem cura ou vacina específica, que torna-se fatal quando infecta pessoas com problemas de saúde posteriores ou com baixa imunidade, atingindo em maior número idosos. Sendo assim, o isolamento social é a melhor solução para evitar a disseminação da doença. Porém, a desigualdade social, desemprego, economia e saúde pública são apenas alguns dos tais desafios.
Dessa maneira, o desemprego, por conta do isolamento, aumenta e a economia do país diminui alarmando para uma futura crise financeira. Não apenas isso, mas também a desigualdade social torna-se mais evidente, sendo as comunidades densamente habitadas uma das mais afetadas pela negligência governamental. Além do comprometimento extenuado da saúde mental dos idosos por cauda do abandono e isolamento, sendo eles os mais necessitados de cuidados em meio à pandemia e por serem os que mais estão presentes nas estatísticas de suicídio no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde.
Em suma, é evidente a necessidade do enfrentamento dos desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia. Para isso o Estado, junto ao Ministério da Saúde e por meio de verbas públicas, deve proporcionar aos afetados pelo isolamento social a devida assistência, como a ida de profissionais de saúde aos lugares densamente habitados, de maneira segura, para a checagem e divulgação da necessidade de tal isolamento, além de alertar a população, através das redes midiáticas, como a televisão, dos devidos cuidados a serem tomados e também proporcionar assistência financeira para trabalhadores informais ou sem emprego fixo. Para que assim, não haja disseminação exponencial da doença.