Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 14/05/2020
Desenvolvimento econômico, científico e tecnológico são aspectos marcantes do período vigente, a terceira revolução industrial, apesar de todos esses aparatos, o mundo não estava preparado para uma pandemia que atingisse com tanta velocidade a todas as esferas da sociedade, como a covid-19. Entretanto, os governos mundiais implantaram um paliativo, já que não há uma cura imediata para o coronavírus, que foi o isolamento social. Consequentemente, houveram impactos tanto sociais, quanto econômicos, principalmente nos países subdesenvolvidos como o Brasil, este não possui uma estrutura econômica consolidada, e além disso, um sistema educacional despreparado para tais circunstâncias.
A priori, vale ressaltar o processo de industrialização tardio e desordenado pela qual o Brasil passou, assim perpetua-se até hoje sua dependência tecnológica, científica e principalmente econômica de outros países. É plenamente perceptível, que grande parte dos trabalhadores brasileiros atualmente se encaixem no perfil de informais, isto é, não possuem renda fixa nem carteira assinada. Esta classe, foi a mais prejudicada durante o isolamento social, pois não podem realizar suas profissões, apesar do auxílio temporário do governo, parte dos cadastrados não conseguiram receber o benefício, e estão totalmente sem renda, aumentando ainda mais o contingente da população marginalizada do Brasil.
A posteriori, a estrutura educacional do país é marcado pela desigualdade social, apesar de existirem recursos para uma educação pública de qualidade, estes são insuficientes, pois há um descaso quanto a prestação deste ensino, portanto a parte da população com melhor situação financeira, tem maior acesso a uma educação privada e de melhor qualidade. Após a adoção do isolamento social, as escolas tiveram que adotar um modelo de educação a distância, que se fez eficiente no meio privado, já no meio público, a população alvo é de classe social média e baixa, e não são todos que tem acesso a aparelhos tecnológicos e internet, desta maneira aumenta-se a população sem acesso a educação.
Portanto, é de suma importância a intervenção do governo em políticas econômicas que formalizem uma maior quantidade de empregos, que estes trabalhadores que encaixam-se como informais tenham maior acesso a benefícios e programas do governo. Também é de extrema necessidade, que durante esse período pandêmico o auxílio financeiro temporário pago a esses trabalhadores, seja feito com maior eficiência e menos burocratização a seu acesso. Além disso, o ministério da educação deve elaborar outras maneiras de ensino a distância e sua acessibilidade, como a entrega domiciliar de apostilas a alunos que não tenham acesso a aparelhos tecnológicos ou internet e que revejam as datas dos vestibulares, que estes sejam adiados a fim de compensar o atraso no ano letivo, para que haja uma igual concorrência, entre aqueles que tiveram ou não acesso a educação virtual.