Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 13/05/2020
Em meados do século XXI, houve a pandemia do covid-19, doença causada por um vírus com alto poder proliferativo. Por conseguinte, foi necessário o isolamento social, visando a diminuição da disseminação do vírus e não sobrecarregar o sistema de saúde. Contudo, o distanciamento sofreu dificuldades para tornar-se uma realidade no Brasil, ao ver que envolve fenômenos enraizados socialmente, como a desigualdade social e o capitalismo.
Em primeiro lugar, vale ressaltar a influência da desigualdade social. Esse fenômeno é caracterizado quando há discrepância no acesso à direitos entre diferentes grupos e quando existe a concentração de renda por parte de uma classe socioeconômica. Nesse sentido, a paralisação necessária das atividades, num contexto de pandemia, prejudica inúmeros trabalhadores que não possuem direitos como o salário mínimo garantido e, com isso, se veem sem uma renda para ficar por tempo indeterminado em casa e sustentar-se.
Além disso, cabe destacar o capitalismo. Esse sistema econômico tem por finalidade a obtenção constante do lucro, não relevando o processo de produção ou os indivíduos essenciais para construir o produto, mas somente sua comercialização. Sendo assim, o capitalismo, mesmo diante de uma pandemia, continua incentivando a produtividade, visando o lucro, fazendo com que os cidadãos saiam do isolamento para movimentar a economia do sistema, causando danos à saúde populacional.
Diante disso, para minimizar os desafios do isolamento social no país e torná-lo efetivo, é dever do Governo Federal, através da distribuição de recursos suficientes à população de baixa renda, diminuir a desigualdade, para que seja possível o distanciamento para esses indivíduos. Ademais, é cabível ao Estado o incentivo ao isolamento, mesmo inserido num cenário capitalista, por meio de políticas públicas favoráveis ao afastamento, para que a saúde de toda a sociedade seja preservada.