Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 13/05/2020
Foi na Idade Média, durante a pandemia da peste negra que o conceito de quarentena foi criado, referia-se a um termo herdado da Bíblia que significava isolamento. Porém, na contemporaneidade a maioria da população brasileira faz um descaso do isolamento por acreditar que ele não irá ser efetivo para o retrocesso das doenças e acaba por fomentar consequências como o avanço da enfermidade e o aumento das mortes. Além de que, apesar do governo estar provendo um auxílio emergencial para os trabalhadores necessitados é visível que não são todos os empregados que tem acesso a esse direito ou em muitos casos o auxílio ainda não alcançou o cidadão e acaba por suscitar injustiças.
Em primeira análise, segundo uma pesquisa divulgada pelo Instituto IPSOS mostrou que em uma lista de quinze países o Brasil é o segundo que menos acredita na eficiência do isolamento e por tal razão a comunidade continua a levar sua vida normalmente, desta forma inclui organizar festas com dezenas de convidados e a fim de exemplificação de um caso que repercutiu nas redes sociais foi da celebridade Gabriela Pugliesi que resolveu realizar uma pequena reunião com diversos amigos em plena quarentena. Outrossim, as consequências geradas são funestas e dentre elas pode-se citar a proliferação de doenças mortíferas que são de fácil disseminação o que pode ocasionar a superlotação do Sistema de Saúde Brasileiro e provocar mortes nas mais diversas classes sociais.
Sob um segundo pensamento, a maioria da população brasileira continua desamparada durante o apogeu do COVID-19 e isso ocorre devido a desconsideração governamental em indenizar a população que não está ativa no mundo trabalhista e decorrentemente passando por dificuldades financeiras. Ademais, o auxílio emergencial não atende todas as camadas do coletivo e muitas vezes deixa os mais necessitados fora do programa e propiciando uma injustiça social, além de muitos indivíduos insistirem em trabalharem nos tempos de pandemia pois não têm outra escolha para sustentar a família. Isso é consoante com o pensamento de Friedrich Hegel que profere que o Estado deve proteger seus filhos, ou seja, é responsabilidade do governo proteger os trabalhadores vulneráveis das doenças endêmicas.
Por tal prerrogativa, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações deve promover a divulgação da efetividade do isolamento e suas consequências benéficas, sendo realizado por meio de propagandas nos principais meios de comunicação como televisão e internet e com o objetivo de democratizar o conhecimento acerca da quarentena e fomentar uma melhor taxa de reclusão. Além de que, o Ministério da Economia deve ajudar a camada mais necessitada da sociedade de forma efetiva por meio de inclusão dos mais vulneráveis no auxílio emergencial e uma melhor distribuição do direito com a finalidade de viabilizar indivíduos protegidos da pandemia e seguindo os preceitos de Hegel.