Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 15/05/2020

É notório que a pandemia do novo vírus COVID-19 surpreendeu a todos e causou uma grande mudança na vida e na rotina de toda a população, não só brasileira, como mundial. Visto que, o contagio é muito rápido e de fácil transmissão, o recomendado é obedecer às regras do isolamento social, entretanto, claramente que a necessidade de ficar em casa não é realizada por todos os indivíduos, os quais ainda assim precisam trabalhar e, que as pessoas demonstram-se muito egoístas nesse tempo de pandemia.

Em primeiro plano, é óbvio que muitos brasileiros dependem de seu emprego e salário para pagar suas contas mensais, além de ter que sustentar sua família e filhos. Com isso, em meio a uma calamidade pública, eles não conseguem ficar em isolamento e parar com suas tarefas diárias, têm que continuar com suas funções para levar o sustento para casa, ou seja, se expõem ao vírus, pois se não trabalharem, morrem de fome. Nesse mesmo sentido, o G1, canal de notícias da Globo, informou que o estado de São Paulo apresenta a taxa de 48% de isolamento social, sendo que, a taxa recomemdada para conter a alta transmissão do Coronavírus é de 70%.

Ademais, mesmo com a interrupção de todos os eventos mundiais e nacionais em todos os países, com o objetivo de conter a transmissão do vírus, muitas pessoas insistem em continuar com a ida à bares, festas, comércios que não estão disponibilizados para a abertura. Sendo assim, há um retrato do egoísmo das pessoas umas com as outras, a falta de empatia.  Nesse contexto, a Netflix, uma empresa de entretenimento muito utilizada, disponibilizou o filme “O Poço” em que mostra o egoísmo das pessoas as quais só pensam em si mesmas ao aceitar as condições precárias em que vivem, até que o protagonista tenta mudar o pensamento de todos.

Portanto, conclui-se que o Governo de cada estado deve suspender as contas residenciais, como água e luz, para que as pessoas não necessitem se arriscar para conseguir arcar com suas despesas. Além disso, deve-se aprimorar o auxílio emergencial, por meio da acessibilidade e a aprimoração para diversos meios de comunicação, visto que, nem todos possuem acesso à internet. Além do mais, não adianta a mídia anunciar todas as medidas essenciais e a população não seguir à risca, ou seja, a população deve ficar atenta a outras pessoas que não encontram-se no cumprimento da quarentena, por meio da denúncia de comércios que não deveriam estar em funcionamento e pessoas que estão em festas que não deveriam estar sendo organizadas, a fim de que assim, todos possam passar por mais essa fase tão difícil e voltar às vidas felizes e suas rotinas.