Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 21/07/2020

No início do ano de 2020, todo o mundo foi surpreendido pelo COVID-19, uma doença respiratória e altamente contagiosa. Uma das medidas recomendadas por cientistas e pesquisadores, além do uso de máscaras, é o isolamento social. Embora seja uma medida extrema e de difícil execução, sem as vacinas ou medicamentos preventivos, o distanciamento social é a solução mais eficiente para o combate ao vírus.

Logo que o SARS-CoV 2, popularmente conhecido como coronavírus, começou a se espalhar, a OMS recomendou que a comunidade cumprissem a quarentena, ou seja, só mantivessem contato com as pessoas de sua respectiva residência. Porém, as medidas não foram devidamente realizadas. A princípio, grandes influenciadores mantiveram festas clandestinas e aglomerações desnecessárias, espalhando rapidamente o vírus, resultando em aproximadamente 70.000 óbitos cinco meses após o primeiro caso no país.

Além das aglomerações em bares e festas, a realidade de manter o distanciamento é problemático, já que, para as pequenas empresas e autônomos é inviável fechar as portas sem nenhum retorno financeiro ou auxílio governamental eficaz. Dessa forma, para pagar pela alimentação, aluguel e outras dívidas e despezas seja possível, o comércio continua funcionando em horário reduzido e contando com o bom senso dos consumidores em fazer uso de máscara e higienização das mãos com álcool em gel.

Diante dessa realidade, faz-se necessário que medidas de prevenção contra o COVID19 sejam tomadas até que a profilaxia esteja disponível. Assim, é preciso que o setor econômico aprimore o “auxílio emergencial da caixa” preexistente, reduzindo o tempo de espera para receber o dinheiro. Ademais, seguindo o governo francês, é preciso também diminuir os impostos das contas de água e luz. Outrossim, é necessário também a fiscalização policial, impedindo aglomerações clandestinas, aplicando aos infratores multas e punições, como detenção. Tais iniciativas podem contribuir para minimizar os impactos da pandemia e os desafios da quarentena.