Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 16/05/2020

A constituição Federal de 1998 com a premissa de assegurar o direito de todos os brasileiros. No entanto apresar da garantia constitucional, nota-se falhas na isonomia. Sendo assim, percebe-se que os desafios impostos ao isolamento social no Brasil possui fatores ambíguos. A partir da análise desses impasses, percebe-se que ele está vinculado não só a inefetividade dos direitos constitucionais, é enorme no país, mas também o comprometimento da saúde mental.

Em primeiro plano, a adaptação do Brasil diante de uma esfera de conflitos sobre um país subdesenvolvido industrializado com padrão saudosistas, com efeitos negativos na democracia, na obra literária “ O cidadão de papel”, o célebre autor Gilberto Dimenstein aborda acerca da inefetividade dos direitos constitucionais, sobretudo, no que se refere à dificuldade de acesso aos benefícios normativos. Nessa ótica, a conjuntura do crescimento da marginalização e invisibilidade social, haja vista que o direito democrático independe de gênero e raça. Desse modo a cria-se um plano conflituoso impactando nas desigualdades sociais.

Outrossim, é necessário avaliar o pessimismo embarcado as ações enraizadas na sociedade cultivadas pelo preconceito dentro de nós. Em consonância com Camilo Castelo Branco “Há horas na vida em que a mais leve contrariedade toma as proporções de uma catástrofe”. A incapacidade de reconhecê-lo sobre os valores sociais, tão quanto, o uso da sensatez humana na mudança comportamental em um período de isolamento provoca a histeria comunitária. Onde a falta de apoio estatal perante a saúde e educação pública igualitária conduz a sociedade a estagnação.

Torna-se evidente, portanto, a complexa situação que envolve o isolamento social no em território nacional. Logo, cabe ao governo adjunto de suas ramificações provir estruturação e ressignificar as ações compensatórias a sociedade com benefícios sociais, mas também acompanhar rigidamente parcelas falhas da população que contribuem para o caos. Só assim, é possível lutar contra o desconhecido. Assim, é preciso que o Estado atue com medidas de acompanhamento com base na isonomia, não deixando faltar o básico para a população, de modo que atos que infligirem a lei sejam coibidos. Tal ação objetiva articular princípios éticos, onde a falta de sensatez humana e o individualismo presente na modernidade, analogamente para o desenvolvimento da adaptação social.