Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 25/05/2020

No filme intitulado “Quarentena”, os personagens ficam sujeitos a contaminação de um novo vírus desconhecido dentro de um prédio. Logo, o governo cerca o edifício na intenção de bloquear o contato entre as pessoas de fora com as de dentro, assim, não espalhando a doença. Semelhantemente, isso acontece no Brasil em casos de pandemia, pois nesse tipo de situação é necessário o distanciamento social, com o objetivo de ter o mínimo de indivíduos nas ruas, para assim, impedir a rápida proliferação da enfermidade. Entretanto, essa ação tem resultados negativos, como interrupção de serviços e problemas psicológicos.

Em primeiro lugar, o novo coronavírus está causando desespero em muitos trabalhadores independentes, pelo fato de não receberem um salário fixo. Portanto, dependem do próprio esforço e muitos deles precisam sair nas ruas para fornecerem seus serviços. Dessa forma, a necessidade de ficar dentro de casa impede que esse grupo receba seu dinheiro mensal, fazendo com que passem por dificuldades com despesas como: comida, aluguel e dívidas gerais. Segundo o site Uol, o senhor de 65 anos, José Maria diz que se ele não trabalha, morre de fome, e se trabalhar pode contrair a doença, ou seja, segundo ele, não tem outra opção.

Em segundo lugar, a permanência dentro de casa também afeta o relacionamento social das pessoas, provocando problemas psicológicos pela falta de companhia de amigos e família, que para muitos servem de apoio em momentos difíceis. Dentro desse contexto, muitas doenças tais como depressão e ansiedade podem piorar pela falta de contato social. Segundo o site Uol, desde o começo da quarentena no Brasil, os casos de depressão quase duplicaram, saindo de 4,2% para 8%.

Em suma, cabe ao Governo Federal fornecer apoio aos trabalhadores independentes, por meio de uma renda mensal, assim diminuindo o número de indivíduos que precisam sair de casa. Ademais, é necessário que as mídias sociais entreguem conteúdos de entretenimento de graça, como transmissões musicais ao vivo e filmes, reduzindo o tédio durante a quarentena e, consequentemente, a taxa de doenças psicológicas no Brasil.