Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 20/05/2020

A partir do final do ano de 2019, o mundo começou a enfrentar o COVID-19: doença causada pelo coronavírus, que acarreta infecções respiratórias. Dessa forma, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou estado de pandemia global e recomendou, dentre outras ações, o isolamento social a fim de reduzir o número de infectados. No Brasil, encontra-se alguns desafios sobre a adesão do “lockdown”, visto que o Presidente Jair Bolsonaro insiste em ir contra a recomendação da OMS.

Assim, enquanto na grande capital do país, São Paulo, a taxa de adesão ao isolamento dificilmente bate 50%, o número de mortes e infectados continuam aumentando, culminando na falta de leitos na UTI e, eventualmente, no colapso dos sistemas de saúde, seja público ou privado. Logo, o isolamento social torna-se medida essencial para o controle do vírus, pois ainda não há vacina ou medicamentos curativos para o tal.

Ao passo que o número de casos diminui, quando aderido o isolamento social, o índice de pobreza aumenta, pois, de acordo com o  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 40% dos brasileiros são trabalhadores informais. Isto é, tais cidadões não podem ir para as ruas realizar o trabalho que, muitas vezes é sua única fonte de renda para sustentar a si e sua família.

Portanto, faz-se necessário que o Governo Federal, não só proclame o isolamento social no país, como também o fiscalize por meio da disposição de autoridades nas ruas com o intuito de vigiar a circulação das pessoas. Também, é preciso amparar trabalhadores informais e pessoas de baixa renda com a distruibuição de auxílios financeiros e da redução no pagamento de contas essencias - água e luz -, enquanto perdurar o período de isolamento. Dessa forma, espera-se que o número de infectados e, por consequência, de mortos, se atenue exponencialmente e que o país volte ao normal o quanto antes.