Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 27/05/2020
No século passado, o Brasil passou por um dos seus maiores problemas de saúde pública até então: o surto de Varíola, que resultou na Revolta da Vacina. Pensando nisso, fica claro que a incompetência em lidar com saúde publica permanece até hoje, visto que o Governo Brasileiro é incapaz de manter a população sob necessário isolamento social, exigido pela pandemia de COVID-19, da mesma forma que, também, não se preocupa com estabilidade política quando mais precisamos dela.
Evidentemente, o Brasil tem um histórico de crises sanitárias mal resolvidas, muitas delas persistentes até hoje. Para citar algumas, a Dengue e a Febre Amarela ainda matam muito em 2020. À luz disso, se analisarmos crises historicamente, o isolamento social é uma medida de profilaxia com grande chance de ser ignorada. Portanto, a passividade do povo é o que mais destruirá o país, e a indiferença de muitos cidadãos irá provocar, certamente, centenas de mortes diárias.
Ademais, os problemas de saúde pública também são responsabilidade do Estado. Sem duvida, um Ministério da Saúde sólido é essencial para gerenciar uma crise sanitária. No entanto, só em 2020, o cargo de Ministro da Saúde já foi trocado duas vezes, totalizando então, três ministros em um semestre. Seguramente, tendo em vista a instabilidade política, o Governo vigente é o principal atraso para que um isolamento social seja executado, pois a cada vez que se organiza um, o Chefe de Estado interfere, e volta o plano à estaca zero.
Portanto, ao analisar desafios que impedem o necessário isolamento social do Brasil, destacam-se a falta de comprometimento do povo, bem como a instabilidade política. Por isso, é dever do indivíduo se dedicar em cumprir orientações de especialistas em saúde, ficando em casa, para então reduzir o número de contaminações interpessoais. Da mesma forma, o Estado deve estabilizar-se com um Ministério da Saúde composto por especialistas, para que estes tenham palavra final em decisões como a melhor forma de enfrentar a pandemia e não sejam coagidos por chefes.