Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 29/05/2020

No início do Século XX, Oswaldo Cruz oferecia dinheiro em troca de ratos, com o intuito de diminuir os roedores e, consequentemente, acabar com a epidemia da peste bubônica. A iniciativa do cientista se baseou em eliminar o transmissor da bactéria que causava a doença. Durante uma pandemia, onde o transmissor do vírus em questão é o ser humano, a solução encontrada foi o isolamento social e, tal isolamento gerou impacto tanto no setor da economia quanto na saúde.

No Brasil, grande parte da população não tem carteira assinada ou trabalham em empregos informais, podendo citar como exemplo os indivíduos que geram sua renda vendendo diversos artigos em ruas ou calçadas, os camelôs. No período de isolamento a economia desses  indivíduos é diretamente afetada, porém não são os únicos. Alguns pequenos negócios não tiveram outra saída a não ser demitir parte de seus funcionários ou até mesmo fechar por tempo indeterminado.

Ademas, faz-se necessário dar atenção para saúde mental da população, pois, diante de tal cenário pode sofrer com crises de ansiedade e estresse, consequentemente podendo afetar seu sistema imunológico. Segundo pesquisas, casos de depressão e crises de ansiedade dobraram durante o período de isolamento social e, mulheres, pessoas com doenças preexistentes e sedentários são os mais afetados.

Depreende-se, portanto, que medidas sejam tomadas para minimizar esses impactos. É imprescindível que o Ministério da Saúde, setor governamental responsável pela administração e manutenção da saúde pública do país, crie campanhas por meio das mídias televisivas, incentivando o feito de atividades físicas. Espera-se, com isso, fortalecer o sistema imunológico da população além de diminuir o impacto negativo que esse cenário causa na saúde mental dos brasileiros.  Para mais, é preciso que o Governo Federal garanta auxílio na economia por tempo indeterminado, para que o país consiga se reerguer após este impasse.