Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 22/06/2020

Avanço do coronavírus e a falta de leitos no Brasil

A pandemia do coronavírus SARS-CoV-2 surgiu na China ao final do ano do ano de 2019, e a partir do ano de 2020 tornou-se um problema mundial. A doença apresenta um quadro clínico que varia de infecções assintomáticas a quadros respiratórios graves. Nesse contexto, OMS (Organização Mundial de Saúde) recomenda o isolamento social como estratégia ao avanço de contágio dessa enfermidade. No entanto, no Brasil as medidas adotadas têm sido ineficientes para a contenção da aceleração da Covid-19. Logo, os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemias são imensos, em razão da péssima administração governamental e pelas ameaças de faltas de vagas disponíveis nas UTIs (Unidades de Terapia Intensiva).

De fato, o poder executivo tem sido negligente ao combate ao avanço da pandemia no país. Essa realidade é constatada pelos os jornais internacionais, como BBC News e El País, que relata o afrouxamento no gerenciamento das medidas públicas, o que torna a nação um dos piores no panorama em relação às taxas de crescimento de letalidade por coronavírus. Ao contrário disso, se vê poucas ações eficazes, como demissão de gestores, corte de verbas para saúde e aumento de circulação de pessoas em praias, comércios e ruas. Por isso, a questão de contágio é evidente, em vista dos efeitos da má gestão política.

Ademais, há uma preocupação primordial que é o risco da falta de leitos em hospitais públicos e privados. Isso já é reportado pelo o jornal Globo, que certifica colapso em vários estados brasileiros, como Amazonas e Ceará. Nessa perspectiva, percebem-se evidentes riscos de falta de leitos em todo o país, pois nas capitais brasileiras estão com taxas de lotação altas e nas cidades do interior não estrutura para o recebimento de pacientes. Assim, a questão da transmissão de pandemia é grave, em vista da falta de vagas disponíveis em hospitais lotados e da alta incidência de mortalidade.

Destarte, é essencial que governantes tomem atitudes sensatas para a melhor gestão de saúde. Desse modo, deve o Poder Executivo restringir a circulação de pessoas, aumentar o isolamento social e proibir à utilização de lugares não essenciais. Essa ação deve ser feita por meio de decretos para que os estados e municípios cumpram as ordens determinadas. Entre as medidas tomadas, devem proibir e restringir lugares de aglomeração de pessoas, como praias, igrejas, bares e shoppings. Dessa forma, é possível diminuir drasticamente o número de pessoas contaminadas e aumentar a disponibilidade ao acesso de UTIs pela a população.