Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 08/06/2020

É visto na história da sociedade que a maneira mais eficaz de se combater uma pandemia, é o isolamento social.  No Brasil, no entanto, a desigualdade social é um desafio para se manter o isolamento entre as pessoas. Sendo assim, é necessário analisar tal quadro, no que tange os aspectos da saúde e economia.

Primeiramente, a medida de confinamento tem como o princípio evitar o contágio e disseminação  do vírus causador da doença e “achatar a curva”, reduzindo assim o número de contágio em um curto período de tempo, de forma a evitar a superlotação nos hospitais e garantir o tratamento de todos. Dessa forma, em um cenário positivo, esta restrição tem a intenção de garantir que as pessoas que se contaminaram sejam curadas neste período e que o vírus não seja mais transmitido.

Outrossim, é importante analisar também o aspecto econômico. No Brasil a acentuada desigualdade social age como fator contrário a medida de confinamento, pois grande parcela da população de baixa renda é considerada autônoma e necessita do contato com outras pessoa para garantir seu sustento. Neste contexto conturbado, muitas pessoas são obrigadas a continuarem seus trabalhos diários para se manterem em meio à crise, aumentando o  fator de disseminação do vírus. Sendo assim, o aspecto econômico afeta diretamente a capacidade de recuperação do país frente a pandemia.

Infere-se, portanto, que o necessário isolamento social possui íntima relação entre os aspectos econômicos e da saúde. Desse modo, é imprescindível a ação do governo através de auxílios econômicos e sociais junto a população, visando o equilíbrio entre estas duas esferas e a recuperação do país em meio à crise, pois como defendido pelo pensador Aristóteles considerando o princípio da equidade; “é necessário tratar o igual como igual e desigual como desigual”.

Em meio a isso, uma analogia à equidade conforme Aristóteles mostra-se cabível, uma vez que o pensador defendia a ideia de ser necessário tratar o igual como igual e o desigual como desigual.