Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 11/06/2020
No século XX, no Brasil, houve um protesto intitulado “Revolta da Vacina”, o qual ocorreu pela inconformidade da população para com a lei que obrigou o povo a tomar vacinas contra a varíola. Tal regulamento foi uma reação ocasionada pelo desespero frente à doença que assolou o mundo na época. No entanto, a Revolta poderia ter sido evitada mediante prescrição de outras medidas, a exemplo: o isolamento social, pois esse permite evitar a superlotação em hospitais, apesar de que muitos indivíduos o consideram desnecessário. Ademais, esse modelo causa impacto negativo na renda de pessoas mais pobres. Dessa forma, é necessário propor soluções para a problemática.
Primeiramente, é importante pontuar que há um coeficiente que mede a quantidade de pessoas que um infectado poderá contaminar, o R0. Esse fator é reduzido pela vacina, na falta dessa, uma alternativa é o isolamento social, o qual diminui a velocidade de propagação do contágio. Porém, a maioria da população banaliza tal medida, geralmente por conta da ignorância, pois não são alertadas devidamente sobre a importância de um modelo de contenção como esse. Além de que o quadro é agravado pela mudança drástica causada no cotidiano das pessoas. Esse cenário é consoante ao psicólogo Ricardo Wainer: “As pessoas demoram para aceitar a situação porque é tão distante de suas realidades usuais, que entram em processo de negação”.
Em segunda instância, é válido ressaltar que, no retiramento, a maior parte da sociedade é afastada de sua fonte de lucro—trabalho—não sendo afetados por essa medida as pessoas que trabalham em casa. Desse modo, é fulcral destacar que tais indivíduos são incapazes de suprir suas necessidades básicas sem o mínimo de renda necessária para tal, além de que não há inclusão para o “home work”. Portanto, não respeitam o isolamento, com o intuito de exercer alguma atividade, fora de casa, que gere ganho. Esse quadro se mostra antagônico ao que afirmou o filósofo inglês Thomas Hobbes: “É dever do Estado garantir o bem-estar da população”.
Então, medidas são necessárias para a gradual desintegração das problemáticas supracitadas. Dessa forma, O Ministério da saúde, mediante panfletos nas ruas; campanhas em sites, redes sociais e programas de televisão tratando sobre a importância do isolamento social em época de pandemia, devem conscientizar a população. Além de que o Estado deve ajudar os indivíduos financeiramente, utilizando-se do cofre público. Ambas as medidas com finalidade de induzir as pessoas a cumprirem o retiramento. Sendo assim, gradativamente, a forma de governo do Brasil seria consoante a Hobbes.