Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 13/06/2020

O isolamento social existe pela seguinte finalidade: reduzir a velocidade de disseminação da doença e impedir ao máximo que novas pessoas sejam contaminadas, sendo uma questão necessária de saúde durante pandemias. Isso não significa que esta medida não tenha seu preço. No Brasil, o isolamento social oferece desafios ao gerar fatores psicológicos ruins, como solidão e insegurança, e criar uma atmosfera de incerteza econômica.

Ao cortar a interação social e a habilidade de se movimentar, as pessoas deixam de realizar atividades essenciais para o bem estar do corpo e mente, como conexões interpessoais e exercícios físicos. Pesquisas realizadas pela Universidade Federal de São Paulo mostram que ao longo do tempo, indivíduos isolados socialmente, com pouco interação e atividades regulares, apresentam sintomas psicológicos relacionados à depressão e queda da saúde em geral.

Além disso, o isolamento social dificulta a execução de empregos ou outras atividades significativas por parte da população, como trabalho voluntário. Este fenômeno de estagnação reduz o fluxo de dinheiro na economia e gera uma sensação de incerteza sobre o que, onde e como comprar, visto que, gastar muito representa uma exposição maior a doença e ao gastar pouco, a população corre o risco de não receber recursos vitais, como água e comida, em especial as pessoas pobres.

Como parte da medida de quarentena em casos de pandemia, o isolamento social é uma medida essencial  para manter a saúde pública, e seus efeitos colaterais podem e devem ser lidados. Os governos federais e estaduais do Brasil devem estabelecer uma comunicação direta com a população, explicando a questão do isolamento e garantindo o abastecimento de comida, água, luz e dinheiro, e a população pode usar de jogos ou exercícios e meios de comunicação para aumentar a força psicológica, garantindo a estabilidade individual e coletiva dos cidadãos brasileiros.