Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 15/06/2020
É certo que o isolamento social vem sendo aplicado, em todo o mundo, como uma das principais ferramentas de enfrentamento à pandemia. O isolamento tem por base restringir o trânsito de pessoas nas ruas, com o fechamento do comércio, suspensão das atividades escolares, ficando liberadas apenas a circulação estritamente necessária. No entanto, há impasses para o isolamento social no Brasil, ora pela Poder Público, ora pela populacional, como consequência uma facilitação de contaminação do virus.
Sabe-se que as pessoas adotaram a quarentena como forma de se proteger do coronavírus, mas ficar por muito tempo isolado pode ocasionar problemas de saúde como a depressão e ansiedade. Sobre o assunto, o Revista Brasil entrevista o professor de psicologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie de Campinas, Marcelo Santos. O especialista afirma que o excesso de informação pode levar ao desequilíbrio mental. Segundo ele, a maioria das pessoas não estão conseguindo decifrar as mais diversas informações do mundo esterno. Sendo assim a curto prazo as pessoas começão a ter ansiedade e depressão, e as que já tinham tende se a piorar o caso.
Em primeiro analise a Organização Mundial da Saúde (OMS) e diversas autoridades de saúde nacionais e internacionais têm apontado a casa como um dos ambientes mais seguros em tempos de pandemia do Covid-19 e a forma mais eficaz para conter o avanço do vírus. Entretanto, para muitas mulheres, vítimas de violência doméstica, ficar em casa certamente não é sinônimo de estar protegida. No início do mês de Março, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MDH), anunciou um aumento de 9% no número de chamadas ao Ligue 180, que recebe denúncias de violência contra a mulher.
Em intense, para garantir a segurança e a vida das mulheres em tempos de quarentena é necessário investir nas políticas públicas já existentes. Manter em funcionamento os serviços de proteção às mulheres - como delegacias especializadas e juizados - não apenas em sistema de plantão, mas disponibilizar também meios virtuais para ampliar o acesso das mulheres a esses serviços, assim como ampliar a atuação do Ministério Público e defensorias. É importante o funcionamento dos centros de referência de atendimento à mulher, que são espaços destinado a prestar acolhimento e atendimento humanizado às mulheres em situação de violência, que garantem abrigo e suporte psicológico e jurídico.