Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 15/06/2020

O cenário pandêmico caracteriza-se por uma epidemia que atinge a escala global e é encarado como o pior dos cenários. Neste contexto, o isolamento social torna-se necessário visto que é um fator essencial no combate a muitas doenças, como por exemplo as síndromes respiratórias - as quais são transmitidas pelo ar e pelo contato. Entretanto, apesar da importância de medidas de distanciamento social, há pessoas que não tem como fazer valer por não possuir meios para se manter.

Durante um contexto pandêmico, a importância da não-aglomeração se torna explícita. Em meio ao surto mundial de Coronavírus no começo do ano de 2020, a taxa de isolamento social em São Paulo, por exemplo, estava em 46% no mês de Junho, segundo mapeamento do Governo do Estado. Entretanto, há um enorme número de trabalhadores - formais ou informais, que não podem ficar em casa, seja por motivos de exercerem um serviço essencial ou de serem a única fonte de renda da casa, por exemplo.

Ademais, a desigualdade social - muito presente no Brasil, é um fator que corrobora para os baixos índices de isolamento, principalmente nas periferias. O Conselho Nacional de Saúde afirma que sem o isolamento social há enorme possibilidade do Sistema Único de Saúde - o SUS, entrar em colapso durante a pandemia de Coronavírus. Além disso, por muitos trabalhadores não terem a opção de realizar seu trabalho em casa, acabam tendo que se expor ao vírus no transporte público e até mesmo no local de trabalho - como as fábricas, comércios e serviços públicos essenciais.

Em síntese, uma das poucas medidas de contingenciamento de algumas doenças em ambientes pandêmicos é o isolamento social. Logo, a preservação da vida da população deve vir em primeiro lugar e para isso, é de suma importância que o Governo Federal aja conjuntamente com os Estados, para estipular medidas que cumpram os requisitos de não-aglomeração e que colaborem para a não-disseminação da doença em questão. Portanto, a fiscalização - por parte das polícias civil e militar, de locais públicos é de extrema utilidade, por exemplo, para conter a propagação de doenças nestes cenários. Dessa forma, tais ações são feitas a fim de proteger e guardar a vida das pessoas e evitar ao máximo o colapso do sistema de saúde.