Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 17/06/2020

E agora, qual risco correr?

Atualmente, um dos obstáculos mais árduo para a população neste contexto caótico, a pandemia, é o isolamento social. As pessoas precisam trabalhar, mas o risco de contágio do CoronaVírus Disease-19 (COVID-19) é enorme. Essa doença, por ser nova e não haver nenhum método capaz de curá-la, ainda, propaga-se rapidamente e, por isso, as chances de haver superlotação no sistema de saúde e diversas mortes são enormes.

A propagação do COVID-19 é extremamente rápida, o R0, número básico de transmissão da doença, tem como estimativa uma propagação entre 2,5 até 3 para cada pessoa infectada, levando, desse modo, uma progressão elevada de contaminação, considerando que o vírus da doença é transmissível no quinto dia pós contágio. Logo, é preciso obter uma redução significativa do alastramento desse vírus por meio dos cuidados necessários de prevenção: se precisar sair, usar máscaras, lavas as mãos frequentemente com água e sabão ou utilizar álcool em gel e, o mais indicado, permanecer em isolamento.

Contudo, permanecer em quarentena é um obstáculo dificultoso para muitos. Diversas pessoas não possuem essa regalia, uma vez que seu sustento depende do seu trabalho realizado nas ruas. Em virtude disso, elas são obrigadas a escolherem entre o risco de contágio do COVID-19 ou permanecerem em casa, isoladas, sem ganharem o seu sustento. E, sem escapatória, optam pela segunda opção. Por consequência, a ruptura da quarentena auxilia a proliferação da doença ocasionando, assim, mortes diárias e superlotação de hospitais públicos, visto que os mesmos não possuem estrutura adequada para uma grande proporção de infectados.

Dessa forma, a ajuda governamental é indispensável. O Estado deve contribuir com esses trabalhadores autônomos fornecendo uma contribuição financeira (como auxílio alimentação e uma renda determinada que os ajude a manter o sustento familiar e de seu pequeno comércio por tempo necessário) por meio de depósitos em bancos públicos, permitindo, desse modo, que todos aqueles que comprovem a sua necessidade, perante essa situação, consigam receber essa assistência. A fim disso, a população poderá garantir uma renda básica para permanecer em quarentena e interromper a disseminação do vírus o quanto antes.