Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 23/06/2020
No início do século XX, a pandemia de gripe espanhola transformou o cotidiano das pessoas, haja vista o necessário isolamento social, a fim de diminuir as taxas de contágio e de não sobrecarregar o sistema de saúde. Na atualidade, por conta da doença Covid-19, não obstante, foi preciso adotar medidas de contenção de aglomeração para o mesmo propósito. Como efeito, os brasileiros sofrem com os desafios, seja pela falta de interação social por um tempo prolongado, seja pela recessão econômica.
Primeiramente, segundo a OMS, a medida mais eficaz contra o combate de tal enfermidade é o isolamento social, situação que acarreta um impasse para o desenvolvimento da economia brasileira. De fato, com essa medida restritiva, os setores econômico saem prejudicados, a exemplo do setor terciário, uma vez que o consumidor precisa ficar em casa. Como efeito, os donos das lojas, os quais não possuem um capital de giro suficiente para enfrentar o atual cenário são obrigados a fechar, definitivamente, seus estabelecimentos, aumentando o número de desempregados e dependentes do auxílio do governo. Infelizmente, segundo o dado divulgado pelo jornal O Globo, a estimativa do governo federal é a perda de três milhões de empregos de carteira assinada, fato que complica ainda mais a situação brasileira, haja vista a grande dependência do PIB (Produto Interno Bruto) pelo setor de serviços.
Além disso, a ação de evitar aglomeração implicou a diminuição na interação social. Isso porque os brasileiros estão evitando sair para lugares considerados desnecessários, como casa de amigos. Sendo assim, alguns indivíduos se sentem sozinhos e acabam desenvolvendo sintomas de depressão e ansiedade. Fato que, a longo prazo, pode causar ainda mais danos à saúde mental. Segundo John Donne, nenhum homem é uma ilha e isso significa que o ser humano precisa de toque e afeto, algo restringido pela necessidade da manutenção em uma “ilha” nessa prolongada quarentena.
Portanto, o Estado precisa tornar mais fácil esse indispensável isolamento social, por meio da entrega de auxílio emergencial que é uma renda mínima para as pessoas, as quais se encontram desempregadas, por exemplo, com intuito de facilitar a condição de vida nesse novo cenário, evitando, assim, possíveis saídas a procura de trabalho para tirar o sustento. Outrossim, o Estado deve fazer parcerias com profissionais que tratem a saúde mental dos brasileiros que não conseguiram se adaptar a essa nova realidade e estão sofrendo as consequências da falta de interação social, a fim de diminuir os casos de ansiedade e depressão durante esse triste cenário.