Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 28/06/2020

Conforme o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o Brasil atingiu a marca de 1.228.144 milhão de casos e 54.971 mortos pelo COVID-19, sendo o segundo no ranking mundial de casos confirmados. Malgrado seja notável a necessidade de isolamento social para suprimir tais elevados índices, apenas cerca de 43,7% dos brasileiros estão seguindo os protocolos de saúde, de acordo com a Inloco, levando a uma disseminação ainda maior da pandemia. Destarte, deve-se analisar a influência do baixo auxílio financeiro e ineficácia de fiscalização por parte do Ministério nesta problemática.

Em uma primeira esfera, sabe-se que o Brasil é considerado um dos países mais desiguais do mundo, como foi declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU). Essa discrepância reflete em situações como a atual, em que muitos dos cidadãos precisam continuar trabalhando para se sustentarem, correndo o risco de contraírem o vírus. Embora o Governo tenha distribuído a mais de 46,2 milhões de pessoas o auxílio emergencial, segundo o Ministério da Cidadania, muitos ainda não o receberam e tendem a permanecer no mercado seja de maneira informal ou não. Ademais, práticas antiéticas são comuns à essa ferramenta, uma vez que constataram-se inúmeros sujeitos em boas condições financeiras recebendo o auxílio, prejudicando aqueles que realmente necessitam,

Outrossim, a fiscalização e punição aos que descumprem as medidas de isolamento deixam a desejar. Cenas de aglomeração em praias, praças e até mesmo shoppings são frequentemente noticiadas por jornais de municípios ao longo de todo território brasileiro, em que o povo não toma as medidas mínimas de prevenção ao corona, como por exemplo o uso de máscara. A punição para os infratores muitas vezes não passa de um aviso ou pedido de retirada, não causado muito efeito moral na população, que repete suas ações se aproveitando da incapacidade dos órgãos combatentes.

Por conseguinte, é indubitável a necessidade de mudanças para pervencer esta realidade. O Ministério deve, de maneira imprescindível, melhorar o sistema de filtração dos merecedores do auxílio emergencial, sendo obrigatório o comprovante de renda e assim ser passado de forma ininterrupta aos aprovados, não sendo necessário o trabalho presencial. É primordial, também, que o Governo desenvolva punições mais rígidas aos que não respeitam o isolamento com multas de valores variáveis e, em casos extremos, prisão temporária. Além disso, é necessário uma maior quantidade de oficiais capacitados a reprimir a população fiscalizando cada rua brasileira. Dessa forma, a nação brasileira poderá combater o vírus do COVID-19 e enfim reerguer-se para um futuro próspero.