Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 01/07/2020

Durante a pandemia da COVID-19, tornou-se necessário o isolamento social pelo fato da doença ser muito contagiosa. Grande parte do Continente Europeu, no final do mês de março de 2020, decretou o fim da quarentena e a pandemia ficou estável. Já no Brasil, o número de cidadãos infectados estava crescendo no mesmo período, o que demonstra que o brasileiro não respeita o isolamento social em casos pandêmicos. A irresponsabilidade do Governo Federal diante do problema e o individualismo, são questões que contribuem para o problema

Em março de 2020, o Governo Federal lançou a campanha “O Brasil não pode parar”, com o objetivo de incentivar a retomada de atividades em plena pandemia do Sars-CoV-2 , contrariando as recomendações sanitárias da Organização Mundial da Saúde (OMS). Essas atitudes influenciam o brasileiro a não praticar o isolamento social, o que pode resultar em um grande número de mortos por doenças pandêmicas. Essas ações governamentais terão que ser mudadas para o bem da população.

O sociólogo Zygmunt Bauman, em sua obra “Modernidade Líquida”, defende que o individualismo é uma das principais características da pós-modernidade. Essa questão é observável na parcela da população que não se preocupa com outros indivíduos em casos de pandemia. Pessoas que estão fora do grupo de risco da doença possuem um pensamento egocêntrico, supondo que não contribuirão para propagar a enfermidade. Esse aspecto contribui diretamente para o espalhamento do distúrbio, gerando mais mortes e problemas para a sociedade como um todo.

De acordo com o que foi exposto, o comportamento do brasileiro em questões de pandemia é problemático. Por isso, cabe ao Governo Federal mudar sua postura e orientar o Ministério da Saúde juntamente com o Ministério da Infraestrutura a investir em hospitais especializados em doenças pandêmicas. Autoridades da ciência, juntamente com a mídia, devem criar programas de debate da importância do isolamento social. Assim, espera-se que a atitude dos brasileiros mude nessas ocorrências.