Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 29/06/2020

O fenômeno assinalado por David Harvey “compreensão espaço-tempo” ocorreu graças aos avanços tecnológicos e, paralelamente a tal contexto, possibilitou o avanço do fluxo das doenças virais. Dessa forma, medidas de educação sanitária foram necessárias, como a restrição da aglomeração de pessoas em meio a Pandemia. Porém, há dificuldades para a ocorrência concreta desse isolamento no Brasil, tanto em meio econômico quanto psicológico.

Em primeira análise, de acordo com Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), quase 5 milhões de pessoas perderam o emprego entre fevereiro e abril de 2019. A percepção é, que com o desemprego, a capacidade das populações periféricas de acessarem produtos de higiene pessoal e máscara é preocupante, assim como as más condições de moradia, impedindo-os que cumpram rigorosamente o isolamento social, proporcionando a disseminação do COVID-19 pelo país.

Outrossim, é importante ressaltar os relatos de pânico e ansiedade relacionados às situações agravantes da fome. Em que, indivíduos com problemas financeiros, tendem a desrespeitar a indicação “fique em casa” por questão de sobrevivência. Aliado a essa orientação governamental, relaciona-se também o desespero das mulheres com o aumento da violência doméstica confirmado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Diante disso, urge portanto que o governo, por meio de verbas públicas, forneça uma renda mínima aos indivíduos em vulnerabilidade socioeconômica para garantir os cuidados necessários durante a pandemia. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde, por meio de campanhas de autoajuda, garantir os atendimentos psicológicos gratuitos para a população necessitada, com os locais devidamente esterilizados. Somente assim, esse cenário catastrófico será menos aterrorizante no Brasil.