Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 29/06/2020
O avanço da globalização, no término do século XX, intensificou a inserção dos grupos sociais em nível global, de forma que as doenças virais começaram a se propagar com maior agilidade. Conjuntamente, tal situação assegurou a uniformização de ações sanitaristas mundialmente, como a restrição do fluxo de indivíduos em condição de pandemia, concedida pela adesão do isolamento social. Entretanto, há dificuldades para absoluta concretização desses modelos comportamentais no Brasil, seja pela omissão do Poder Público, ou pelo individualismo presente nos sujeitos, o que vem a ser necessário exibir e proporcionar medidas para suavizá-las.
Em primeiro lugar, é fundamental alegar que a Constituição Federal de 1988 – norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro – assegura direitos trabalhistas à população brasileira, sendo responsabilidade do Estado atentar-se pela plena eficiência desses direitos. Porém, tal teoria faz-se pouco concreta em sistemas práticos, posto que, em casos de pandemias, muitos trabalhadores continuam seus serviços trabalhistas para garantir o seu sustento. Essa conjuntura indica que o Governo tem-se mostrado incompetente em propiciar medidas protetivas aos cidadãos ativos nessas condições, sem que esses coloquem a vida deles e de seus familiares em risco. Dessa forma, é essencial que o aparato governamental atue habitualmente, com o propósito de expandir o isolamento social em ocasiões de enfermidade mundial.
Do mesmo modo, é válido pontuar que a existência do individualismo por parte da população no país, representa um dos obstáculos para o eficaz desempenho do distanciamento social em situações de pandemia. Tal fato pode ser exemplificado pela realização de eventos com aglomerações, mesmo com as medidas de prevenção estabelecida pelo governo, como o distanciamento populacional, devido à propagação do Coronavírus (COVID-19) no país. Assim, é essencial que haja uma maior consciencialização da sociedade nessa perspectiva.
Em conclusão, é de suma importância que normas sejam realizadas para mitigar essa situação. Portanto, cabe ao Governo, impor uma renda mínima aos grupos vulneráveis socioeconomicamente em casos de pandemia, para garantir a prioridade do bem-estar e da saúde dessa parte populacional. Além disso, o Ministério da Saúde, com o apoio da mídia, deve promover campanhas publicitárias mais eficazes de compreensão, que aleguem a importância de diminuir o fluxo populacional como meio de evitar a propagação de doenças virais, visando uma conscientização contra o individualismo. Dessa maneira, o Poder Governamental e a sociedade enfrentarão de forma propícia a problemática presente.