Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 29/07/2020
No contexto histórico da Primeira Guerra Mundial, pode-se inserir o início da gripe espanhola e a sua contaminação. Nesse cenário, a análise dos desafios para o necessário isolamento social em casos de pandemia torna-se essencial. Os fatores que contribuem para um baixo nível de isolamento social no Brasil, são a desigualdade e o individualismo.
Precipuamente, é válido ressaltar que a desigualdade socioeconômica é um fator preponderante para os baixos índices de afastamento social brasileiro, pois a classe baixa possui recursos finitos para a sobrevivência - provenientes do trabalho formal ou informal - e precisam se deslocar para obter uma renda mínima. Consoante a esse pensamento, segundo o filósofo Adam Smith, a riqueza de poucos presume da indigência de muitos, isto é, a desigualdade que permeia a sociedade também conduz a parcela populacional pobre para uma onda de vulnerabilidade. Logo, a contaminação é facilitada pela distribuição desigual de renda e medidas de intervenção na problemática abordada devem ser executadas.
Além disso, pode-se inserir como ponto nevrálgico para a discussão do necessário declínio no convívio social: o individualismo do século XXI. Em casos de pandemia, o isolamento é estabelecido por agentes governamentais, para a obtenção de baixos índices de contaminação torna-se necessária uma ação coletiva da população, ou seja, uma sensibilização acerca da doença e de seus impactos para a saúde humana, todavia, uma grande parcela populacional não cumpre o afastamento e contribui para a propagação superior da patologia. Em contraste a esse fato, infere-se a teoria do cientista político Robert Putnan sobre o capital social: é o conjunto de crenças que levam a população à participação social, quanto mais os cidadãos atuam no funcionamento das engrenagens sociais, menores são as problemáticas desse meio. Dessa forma, para efetivar essa ideia, torna-se imprescindível a participação dos habitantes no que diz respeito à prática do isolamento.
Destarte, as soluções cabíveis ao tema proposto são medidas de suporte financeiro adotadas pela Controladoria Geral da União - órgão do Governo Federal responsável pela defesa do patrimônio público -, por meio de reuniões com teor orçamentário, a fim de garantir um redirecionamento nos gastos públicos. Outrossim, cabe à Mídia, como meio de comunicação social, a propagação de informações sobre a importância do necessário isolamento, por intermédio da divulgação de dados sobre a curva de contágio para que tenham a finalidade de informar e alertar a população. Portanto, assim poder-se-á amenizar os impactos das pandemias, atenuar a desigualdade estudada por Adam Smith e, por fim, alcançar a participação social das engrenagens de Robert Putnan.