Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 10/08/2020

Durante a Primeira Guerra Mundial houve a epidemia da gripe espanhola a qual infectou um quarto da população mundial, como medida profilática foi feita a quarentena. O contexto de pandemia e distanciamento social é presente na atualidade em razão da COVID-19.Nesse prisma, é notória a importância do isolamento como agente redutor de contaminação, contudo percebe-se a adversidade de fazê-lo devido à desigualdade social e à descrença na ciência.

De início, é importante observar o abismo entre as condições econômicas dos habitantes do Brasil. Nesse sentido, parte da população trabalha no mercado informal e não possui a oportunidade de laborar em casa uma vez que é impreterível a saída do domicílio para o trabalho como o de vendedores ambulantes e entregadores. Por conseguinte há o aumento de casos nesses trabalhadores que devido às más condições furgais e empregatícias se tornam alvos fáceis da epidemia. Dessa forma, os mais vulneráveis ficam endividados e correm risco de vida.

Vale ressaltar, também, a desconfiança nos meios de espargimento da informação científica . Nessa óptica, nota- se uma aversão ao isolamento social e em sua eficácia visto que a sociedade abjura a ciência e pesquisas e acredita na cura através de medicamentos sem eficácia disseminado por notícias falsas. Prova disso é a fake news de que tomar água com limão previne o coronavírus. Desse modo, as errôneas afirmações e matérias jornalisticas tornam-se, cada vez mais, uma afronta à saúde do brasileiro.

Fica clara, portanto, a necessidade de medidas para a popularização do conhecimento sobre a importância da quarentena para a redução de mortes. Logo, o Estado deveria aumentar o auxílio emergencial a fim de garantir a permanência das camadas mais frágeis em casa. Além disso, urge à mídia, cumprindo sua função social, fazer campanhas informativas alertando os riscos de sair de casa e da covid-19 por intermédio de comerciais em horário nobre e vídeos nas redes sociais com profissionais de saúde e influencers, disponibilizando um canal para tirar as duvidas e identificar sintomas iniciais da doença. Isso ocorrerá com o fito de reduzir a quantidade de contaminados e ajulá-los na cura. Somente assim será possível a obtenção de um resultado divergente do desfecho da gripe de 1918.