Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 06/08/2020
Durante a Idade Média, inúmeras pragas atingiram a população europeia de maneira significativa, dado que devido as precárias condições de higiene e a falta de recursos e terapias, tais males tornaram-se extremamente agressivos e contagiosos. Analogamente, o abjeto conhecimento e a alta taxa de transmissão do vírus COVID-19 favorecem o incremento da quarentena como medida profilática. Conquanto, os desafios do isolamento social são óbices vigentes na atual conjuntura do país, visto que a vulnerabilidade psicológica e monetária dos cidadãos impedem o eficaz cumprimento desta norma.
Em primeira analise, é mister ressaltar que as provocações na sociedade, como o medo, pânico e as dificuldades nas relações interpessoais corroboram a perpetuação deste impasse. À luz do exposto, o significativo aumento nos casos de depressão no decorrer da pandemia, segundo a Organização Mundial de Saúde, evidencia a urgência de investimentos em serviços de vitalidade mental. Assim, o medo do contágio, a perda de parentes e amigos, e a diminuição da renda intensificam a histeria coletiva, de tal forma que amplia-se a preocupação mundial sobre os efeitos do novo coronavírus. Desta maneira, paralelo a tal enfermidade, o país enfrenta o acréscimo da exposição das pessoas que desrespeitam o isolamento como fuga da infodemia e da ansiedade. Em suma, torna-se evidente a urgente de equilíbrio deste cenário, com o fito de alcançar a homeostase nas urbes brasileiras.
Em segunda analise, cabe salientar as perdas econômicas enfrentadas pelo país como propulsora do problema. De acordo com o escritor Benjamim Franklin, “O ganho é transitório e incerto; mas, durante a vida, a despesa é constante e certa.”. Nesse ínterim, o ganho de capital traduz-se na dedicação individual e na busca pelo bem-estar particular, todavia o fechamento de inúmeras empresas pelo Brasil impossibilitou uma parte do contingente populacional de obterem recursos monetários. Desse jeito, a população passou a sofrer com problemas tão preocupantes quanto a doença e, consequentemente, o numero de empregos informais aumentou no pais como fonte de renda. Em síntese, destaca-se o apoio do governo à famílias carentes como essencial para o desenvolvimento do pais em períodos de crise.
Torna-se necessária, portanto, a implementação de medidas que visem solucionar este empecilho, fomentado pela negligencia governamental. Dessarte, urge que o Ministério da Saúde, como gestor dos interesses públicos, invista em serviços de vitalidade psíquica, por intermédio de consultas como profissionais especializados online e campanhas que promovam a valorização da vida em tempos obscuros, com o fito de minimizar problemáticas relacionadas a saúde mental em meio a pandemia. Além disso, é dever do Governo, o auxilio monetário e alimentício às famílias que enfrentam obstáculos trabalhistas, para que seja possível contornar consequências como as sofridas na Idade das Trevas.