Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 01/07/2020
Na Europa do século XIV, a pandemia Peste Bubônica devastou o continente matado milhões de pessoas, esta doença tinha o nível de contágio elevado e aquele cenário de infecções e mortes levou-se anos para que a região se restabelecesse. No ano de 2020 surge uma analogia pandêmica, o Corona Vírus, e este deve ser controlado para que não alcance as estatísticas da Peste Negra, assim, soluções para os desafios econômicos, sociais e éticos devem ser elaborados, para que o isolamento social seja respeitado e dessa maneira, ter um maior controle sobre a doença até que uma vacina eficaz seja desenvolvida.
Atualmente, o Brasil e o mundo sofrem com este mal, com hospitais sobrecarregados faltam leitos nas Unidades de terapia Intensiva (UTIs) e muitas pessoas vem a óbito ainda na fila de espera por consequência de uma insuficiência respiratória devida à inflamação no combate ao patógeno. Como resultado, esta doença trouxe muitos reflexos negativos à sociedade, uma vez que, no Brasil, há instabilidade econômica, porque é preciso fechar as portas dos comércios, abalando o Produto Interno Bruto (PIB), o número de microempresários e de assalariados do país.
Assim sendo, esta enfermidade necessita de maiores cuidados com a higiene, e aqueles socialmente desfavorecidos, que não têm em suas localidades tratamentos sanitários, ou não têm condições financeiras para cuidarem da limpeza pessoal e dos ambientes, são mais propícios em contrair o corona vírus, o que leva a morte, em grandes proporções, de brasileiros com renda baixa. Outro desafio é a falta de ética das pessoas, que mesmo sabendo que podem estar colocando a própria vida e do próximo em risco, ainda insistem em sair às ruas sem necessidade. Segundo mostra o jornal Data Folha, cerca de 28% da população não respeitam o isolamento, logo, isto é um problema quando comparado à Peste Negra.
Em suma, é necessário frear esta doença, portanto, o Governo Federal, em junção aos governos estaduais e aos Ministérios da Saúde e economia, a partir de verbas destinadas à saúde, deveram investir no sistema de quarentena mais rígida (Lockdown), já realizada em outros países, esta atitude deve ser estabelecida por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados, que farão valer primordialmente aos governos estaduais. Este mandato é fundamental para que o Brasil pare os comércios não essenciais e punirá todos que descumprirem as regras, no entanto, assegurando os afetados economicamente, também devem ser assessoradas as comunidades carentes, com distribuição de cesta básicas e produtos desinfetantes uma vez por semana. Só assim haverá cooperação entre povos para o progresso da humanidade, como consta nos direitos Constitucionais.