Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 01/07/2020
Com a acensão da globalização no final do século XX, as interações socioespaciais também ampliaram-se a nível mundial, facilitando, assim, um maior índice de contaminação. Ainda nesse contexto global, o padrão de medidas sanitárias passaram a ser impostos, e seguidos, com maior praticidade, assim como o controle do fluxo de pessoas em cenários pandêmicos, adotando o método de isolamento social. Entretanto, existem obstáculos para a população brasileira respeitar completamente esses padrões comportamentais, sendo pela negligência populacional, ou pela omissão do governo, o que torna essencial dialogar, viabilizar e expor essas medidas, para, então, conter o crescimento.
Em primeiro lugar, é imprescindível pontuar que a Constituição Federal de 1988 garante direitos trabalhistas aos cidadãos brasileiros, sendo dever do Estado cuidar do seguimento destes. Porém, a teoria se difere da prática, uma vez que, em casos de pandemia, grande parte da população trabalhadora continua suas atividades normalmente para sobreviver. Essa conjuntura mostra que o Poder Público tem-se revelado insuficiente em garantir medidas protetoras aos indivíduos nessas condições, sem que devam arriscar suas vidas para manter seu próprio sustento. Sendo assim, é indispensável que o Poder Legislativo funcione de uma maneira prática, com o objetivo de ampliar o isolamento social em contexto de necessidade mundial.
Em segundo lugar, deve-se pontuar que a falta de compromisso constitui um dos principais obstáculos para a execução do distanciamento em casos de pandemia. Um exemplo claro foi a superlotação das praias cariocas no dia 15 de março de 2020, como em Copacabana, mesmo com as medidas de alerta. Logo, é fundamental que haja uma maior conscientização da sociedade.
Conclui-se que cabe ao Governo Federal implementar uma renda mínima aos trabalhadores informais e indivíduos com situações econômicas críticas, para garantir o bem-estar populacional. Além disso, o Ministério da Saúde deve promover campanhas mais eficazes de conscientização via canais midiáticos. Dessa forma, o Poder Público e a população poderão lidar de uma forma mais eficaz com a problemática em questão.