Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 01/07/2020

Em março de 2020, o COVID-19 foi anunciado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como uma pandemia, e essa doença de caráter infeccioso é transmitida por meio de gotículas geradas por indivíduos infectados. Nesse sentido, o isolamento social é extremamente importante para conter o avanço desse vírus, visto que o contágio é menor se não houver contato físico entre os sujeitos. No entanto, manter essa medida preventiva tornou-se um desafio devido às condições financeiras não favoráveis para permanecer em casa, e pela educação dos jovens que acaba sendo prejudicada.

Convém analisar, inicialmente, que, segundo a pneumatologista Margareth Dalcomo, a desigualdade brasileira não dá a todos a mesma chance de evitar a doença. Nessa lógica, os sujeitos que dependem do comércio para custear moradia e alimentação são os principais afetados nesse panorama, uma vez que ao fechar os empreendimentos, o lucro para de entrar e ,além de não possuírem condições de manter a empresa, os empregados acabam sendo demitidos o que causa, consequentemente, um efeito “dominó”. Em outras palavras, o distanciamento social demonstra ainda mais as diferenças sociais entre as classes, pois enquanto uns podem obedecer ao decreto de modo a não afetar a própria sobrevivência, outros não possuem esse privilégio e se expõem ao contágio, porque dependem do dinheiro e nem todas as corporações aderem essa medida provisória.

Outrossim, de acordo com Nelson Mandela, líder na luta contra o regime apartheid na África, a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. Dessa maneira, o isolamento social, apesar de importante para se evitar a doença, interrompe o processo de aprendizagem já que a maioria dos alunos por não estarem frequentando sala de aula acabam ficando sem ter acesso aos estudos, pois nem todas as escolas se adequaram ao sistema de ensino à distância. Somado a isso, seria incoerente pensar que em um país marcado pelas desigualdades sociais, todos os estudantes teriam contato com tecnologias para acompanhar o cronograma, o que resulta em um déficit de aprendizagem.

Fica evidente, portanto, a urgência de necessidades para amenizar esses desafios e possibilitar o cumprimento dessa medida. Logo, cabe ao Governo disponibilizar auxílios voltados à atender a classe trabalhadora que não possui condição de manter o comércio e motivar as empresas à possibilitar que os funcionários fiquem em casa por meio de diminuição de impostos cobrados com intuito de que o isolamento social ocorra sem afetar negativamente os sujeitos e empresas. Ademais, é dever do Ministério da Educação incentivar o estudo à distancia por intermédio de promoção as lives e disponibilizar materiais didáticos para alunos que não têm acesso à internet e computador a fim de que esses jovens realizem o distanciamento social sem prejudicar a longo prazo a formação educacional.