Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 02/07/2020

O isolamento social pode ser definido como um ato de separar um indivíduo ou um grupo do convívio em sociedade. Podendo ser voluntário ou não. No entanto, no Brasil, essa prática não ocorre, pois em pleno século XXI, ainda são encontrados desafios para se manter o isolamento social em casos de pandemia. Esse quadro de persistência é fruto, principalmente, de uma cultura individualista e da omissão do Poder Público.

Em uma primeira abordagem, é importante sinalizar que, sob a perspectiva aristotélica, o ser humano é social: necessita viver em comunidade e estabelecer relações interpessoais. Porém, mediante a uma situação de pandemia, é de suma importância que o indivíduo respeite as ordens estaduais visando a segurança de sua comunidade. Nesse sentido, percebe-se que as pessoas não estão dispostas a proteger a si próprias e as outras ao seu redor, pois muitos ainda persistem em saírem de suas casas, desrespeitando todas as ordens estabelecidas pela própria Organização da Saúde, o que auxilia para a propagação e um maior contágio da doença que ocasionou  a pandemia.

Em uma análise mais aprofundada, deve ser considerado a questão da omissão do Poder Público com a situação atual de pandemia, que não estabelece medidas mais severas para os que desrespeitam o isolamento social, e não zela pelos direitos trabalhistas do cidadão brasileiro descrito na Constituição de 1988. Nesse caso, os indivíduos não conseguem respeitar o isolamento pois, necessitam de trabalhar para sobreviverem, e acabam se tornando possíveis alvos da doença, colocando em risco a própria vida e a de seus familiares.

É evidente, portanto, que a persistência de desafios do isolamento social em casos de pandemia é grave e exige soluções imediatas. Cabe ao Ministério da Saúde, com apoio do âmbito midiático, propor campanhas afim de conscientizar a população sobre a importância de manter o isolamento social, visando diminuir os números altos de contágio. Paralelamente, cabe ao Estado promover ações governamentais que garantam auxílio adequado, para que o indivíduo não tenha que trabalhar e corra o risco de adquirir a doença, além de incentivar por meio de campanhas a solidariedade social para que mais pessoas possam ter o necessário para viver durante a situação pandêmica.