Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 07/07/2020

Promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito a saúde, segurança e ao bem estar social. Conquanto, as consequências do necessário isolamento social impossibilita que parcela da população desfrute desses direitos universais na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.

Em primeiro plano,  a saúde é o fator principal para o desenvolvimento de um país. Segundo dados da OMS, atualmente o gasto total em saúde no Brasil é de cerca de 8% do PIB, abaixo da média mundial e o resultado é claramente refletido na grande dificuldade do Brasil no combate ao COVID-19. Portanto, o isolamento social mostra-se necessário, porém, traz consigo grandes problemas, e o maior deles é a alta taxa de desemprego, que vem crescendo cada vez mais, grandes empresas indo a falência mostra o quão grande é a dificuldade, onde todos os indivíduos de todas  as classes sociais são afetados.

Em segundo plano, vale ainda salientar a falta de compromisso social como impulsionador do problema,  que se torna um obstáculo para a eficaz execução do isolamento social. Tal fato pode ser exemplificado pela lotação das praias da cidade do Rio de Janeiro em 15 de março de 2020, principalmente as de Copacabana, mesmo com as medidas de alerta instauradas pelo governador local, como a proibição de aglomerações em espaços públicos, devido à expansão do COVID-19 no país. Logo, é substancial que haja uma maior conscientização da sociedade nesse cenário.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Portanto, cabe ao  Governo Federal, por meio de verbas públicas, implementar uma renda mínima aos trabalhadores informais e indivíduos em vulnerabilidade socioeconômica em casos de pandemia, para garantir a primazia do bem-estar e da saúde desses cidadãos. Ademais, o Ministério da Saúde, mediante parcerias com as grandes mídias, deve promover campanhas publicitárias mais eficazes de conscientização, que apontem a importância de conter o fluxo populacional como mecanismo de interrupção do alastramento de enfermidades virais, visando a uma plena efetivação do isolamento social. Dessa forma, o Poder Público e a sociedade lidarão de forma mais promissora com a problemática vigente.