Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 10/07/2020
O isolamento social é visto como uma das poucas medidas preventivas que a população pode ter para a diminuição do índice de contaminação pelo COVID-19, contudo, juntamente com a “quarentena” obtêm-se os desafios dessa: desde os crescentes índices de desemprego que vem atingindo as camadas mais pobres do país até o aprendizado de crianças e jovens que passarão o ano sem ter acesso à escola, esses são apenas alguns dos problemas enfrentados pelo Brasil que devem ser superados para uma boa recuperação nas áreas da saúde, educação e economia.
É inegável que juntamente com o isolamento social tem-se uma onda de desemprego acompanhado, isto porque muitos estabelecimentos que devem estar fechados acabam por diminuir o número de funcionários, ainda mais quando não é possível ser realizada a “home office” – trabalho em casa-, porém, é necessário que hajam protocolos para rodízios de comércio essencial e, em caso de baixas nos índices de contágio, não essencial, pois, mesmo com o isolamento há sempre há necessidade de idas ao mercado, farmácias e lojas, sempre utilizando máscaras cirúrgicas e respeitando a distância recomendável. Com uma abertura seletiva e temporária ao invés de um fechamento completo, os índices de desemprego tendem a desacelerar, além de impedir a estagnação econômica num país emergente.
Além disso, o ensino público, já sendo considerado defasado, apresenta outra dificuldade a ser enfrentada durante a pandemia, isso porque muitos colégios não possuem a infraestrutura necessária para manter aulas em EAD, ensino à distância, juntamente com a dificuldade que muitos alunos enfrentam pela falta de disponibilidade de aparelhos eletrônicos para as aulas e a carência de pontos de “wifi” em determinadas casas, com isso, sem o auxílio governamental e escolar o ano letivo pode ser não somente perdido, mas também pode acarretar aos alunos atrasos intelectuais que dificilmente serão recuperados, prejudicando a lecionação e aprendizado das crianças e jovens.
Dessa maneira, conclui-se que cabem as secretarias municipais a doação de computadores para alunos, sendo isso realizado através de pesquisas entre os alunos para que sejam doados aos mais necessitados, assim como cabe ao Ministério do Trabalho a criação de períodos e normas para rodízios de abertura de comércio, por meio de pesquisas para o conhecimento de locais onde o índice de contaminação do vírus está fora da zona de perigo, realizando em seguidas tabelas de horários e datas para tais necessidades, para que dessa forma mais estabelecimentos comerciais possa gerar lucro, e consequentemente, diminuir o desemprego conjuntural.