Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 08/07/2020
Diante de uma pandemia de um vírus desconhecido, as figuras públicas divergem ao mencionar quais práticas a população deve adotar. Entretanto, algo que se entende desde a descoberta da fácil transmissão do vírus, é que se faz preciso distanciar-se dos outros e evitar sair de casa. E, além de complicações como a intensificação de transtornos semelhantes à ansiedade, e o descumprimento da quarentena, no Brasil, os principais desafios do isolamento social estão na educação à distância e nas necessidades da população.
Ainda existem diversas inconsistências no ensino remoto brasileiro, principalmente quando se trata da rede pública. Um exemplo disso é o fato de que muitos alunos não conseguem ter acesso à internet ou aos dispositivos adequados. O corpo docente também foi forçado a se adaptar rapidamente á situação, em muitos casos sem qualquer suporte das escolas, e, se já não era fácil educar em uma sala de aula, essa missão apenas fica mais complicada através de uma tela, de forma que muitos não estão preparados para conservar o índice retenção de conteúdo das aulas presenciais. Dados de uma reportagem exposta no site terra.com.br no dia 16 de maio de 2020 apontam que oito a cada dez professores não se sentem aptos a dar aulas pela rede.
Juntamente com o necessário isolamento, veio um ciclo de perdas, de empregadores que não tinham como manter os seus funcionários e trabalhadores que agora foram privados da sua fonte de renda. Segundo o IBGE, mais de um milhão de brasileiros perderam os seus empregos na pandemia. Como uma tentativa de resolver os problemas financeiros temporariamente, surgiu o auxilio emergencial. Contudo, há irregularidades na distribuição do benefício que prejudicam várias famílias, tal como gente privilegiada conseguindo sacar o dinheiro e pessoas que esperam a aprovação do direito a meses e não conseguem sair da fase de análise.
Diante do exposto, urge haja uma expansão da fiscalização e do valor do auxílio emergencial. Outrossim, é indispensável que o governo, por intermédio do Ministério da Educação, juntamente com instituições privadas, crie programas preparatórios para os professores, exibidos nas mídias sociais, principalmente em plataformas de postagens de vídeos, para que possam se adequar a essa nova forma de ensinar, garantindo assim a qualidade do ensino, enquanto todos estão afastados da escola.