Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 06/07/2020

No filme “Guerra Mundial Z” uma pandemia mundial se mostra assustadora, devastando mais da metade da população, cenário este que poderia ser evitada se as pessoas realizassem o isolamento social corretamente. Fora da ficção, porém, no contexto da pandemia atual no Brasil, o isolamento social ainda é um desafio, devido ao individualismo e falta de informação. Destarte, é fundamental reverter essas premissas para a construção de uma sociedade íntegra.

Em primeiro lugar, pode-se relacionar o exposto por Bauman no conceito de “modernidade líquida” com o individualismo. O sociólogo afirma que, hodiernamente, as relações interpessoais se esvaem, tornando cada vez menos concretas. Dessa maneira, cada indivíduo concentra-se em si próprio, deixando a preocupações da sociedade em segundo plano. Similarmente, o bem coletivo geralmente não é o foco das ações das pessoas nesses tempos de pandemia, que muitas vezes não mudam suas rotinas acreditando que não vão sofrer as consequências da doença, já que não são grupo de risco.

Paralelo a isso, a falta de informação é outro fator que dificulta o isolamento. Segundo Augusto Cury “nada é tão perigoso para aprisionar a inteligência do que aceitar passivamente as informações”. Nesse sentido muitas das notícias não são lidas ou interpretadas pela maioria da população, facilitando a alienação dos mesmos que não estão cientes dos devidos cuidados que devem ser respeitados por todos.

Infere-se, portanto, que o isolamento social é de estrema importância para a saúde popular. Logo, urge que as instituições de ensino médio e superior conscientizem os cidadãos da necessidade de pensar no coletivo, por meio de palestras e debates para que assim, o isolamento seja assegurado. Além disso, é mister que o governo desenvolva campanhas em prol do distanciamento das pessoas, por meio das mídias públicas, visando a diminuição gradativa dos casos de corona vírus no Brasil. Dessa forma, nossa realidade será muito distante da vivida na ficção “Guerra Mundial Z”.