Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 07/07/2020
Flevance foi um país fictício da obra de One Piece, que após o descobrimento de uma nova doença aparentemente contagiosa que poderia causar uma pandemia, foi colocado em quarentena pelo governo, proibindo a entrada e saída de qualquer pessoa do país, fazendo com que todas elas enlouquecessem. Assim como em Flevance, o mundo inteiro tem enfrentado diversidades desvantajosas por conta da pandemia causada pelo novo COVID-19, sobretudo, não são apenas os profissionais de saúde que encontram problemas por conta do vírus. Acima de tudo, as maiores dificuldades têm sido enfrentadas pelas pessoas comuns, que estão tendo que se adaptar uma nova realidade muito mais complexa e limitada pelo isolamento.
Logo após as pessoas serem obrigadas a pararem todas as suas rotinas, imediatamente os primeiros problemas começaram a aparecer para as pessoas. Por terem que ficar em casa, algumas profissões que exigem de funcionamento presencial tiveram que parar, fazendo com que os funcionários perdessem sua renda. Por perder a renda, algumas pessoas tiveram que mudar as escolas de seus filhos ou fazendo com que eles tivessem ensino a distância, prejudicando mesmo que indiretamente a educação dos jovens. Com isso, muitos quadros de depressão e ansiedade começaram a surgir e aumentar nas pessoas, por conta do excesso de problemas causados e medos de como poderia ser um futuro próximo.
Um estudo apontado pela UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) mostra que os casos de depressão quase duplicaram, tendo um aumento de 90% durante o isolamento social. O estudo também mostra que 52% dos brasileiros já apresentam um quadro leve ou moderado de depressão, enquanto 18% já apresentam casos de depressão severa. Sobretudo, depressão não é o único problema psicológico que tem aumentado durante a quarentena. O estresse por conta do trabalho, questões financeiras e filhos em casa e a ansiedade por não saber o que esperar de suas vidas e de seus familiares próximas aumentam quase que na mesma proporção, fazendo com que a busca por psicólogos e ajuda psiquiátrica em torno de 25%. Em suma, os problemas não vão simplesmente desaparecer, assim como o vírus também não vai deixar de infectar as pessoas. Logo, o que cabe ao Governo do Brasil fazer perante essa situação, onde ele precisa que as pessoas estejam seguras mas manter a economia do país ativa, é investir na área de ciência e de saúde, visando um avanço na busca da vacina relacionada o COVID-19 e permitindo achar métodos preventivos e eficazes para que as pessoas possam voltar a suas rotinas pré-quarentena, evitando com que uma calamidade similar a de Flevance ocorra.