Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 07/07/2020
Desde os primórdios da humanidade, diversas doenças causaram a destruição e mortes na raça humana, como a Peste Negra e a Gripe Espanhola. Entretanto, esse problema não é uma exclusividade do passado, e com a atual pandemia do Coronavírus existem diversos obstáculos para realizar o distanciamento social durante a pestilência. Nessa lógica, essas dificuldades estão relacionadas, principalmente, à desigualdade social existente no Brasil, e com a baixa assistência oferecida pelo governo. Nessa perspectiva, medidas são necessárias para garantir uma boa qualidade de vida, mesmo com essa enfermidade.
Primeiramente, é importante salientar os efeitos da grande desigualdade social nesse cenário de pandemia. Uma vez que, durante a epidemia da Peste Negra, século XIV, a Europa teve mais de um terço da sua população veio a óbito pela doença, e dentre os mortos encontravam-se, principalmente, as partes mais pobres da sociedade, devido a uma menor renda para se prevenir da patologia. Nesse espectro, pode-se concluir, os impactos mais severos que essa enfermidade causa nas pessoas mais desfavorecidas de riqueza, visto que possuem menos recursos para os gastos com álcool em gel e remédios, além do baixo saneamento básico, que influencia negativamente na imunidade das pessoas.
É importante, ainda, evidenciar as maneiras que o baixo apoio do governo influencia para o aumento de casos da doença. Dado que, durante a Gripe Espanhola, pandemia que ocorreu entre 1918 e 1920, mais de 25% da população mundial foi infectada, e mais de 35 mil brasileiros, além do Presidente eleito Rodrigues Alves. Ademais, devido a não existirem hospitais públicos no país naquela época diversas pessoas vieram a óbito sem assistência. Nessa conjuntura, é racional deduzir como o baixo apoio governamental dificulta o distanciamento social e impulsiona a patologia do COVID-19, posto que a sistema de saúde público não possui condições de atender todos os pacientes, e o auxílio emergencial não é o suficiente para manter os cidadãos longe das ruas.
Portanto, infere-se que medidas são necessárias para solucionar o problema. Por isso, cabe ao Poder Público colocar em vigor ações que façam a saída dos cidadãos desnecessária, por meio da entrega de recursos de proteção, como álcool e remédios, e aumentar o auxílio para as partes mais pobres da população não precisarem trabalhar durante essa pandemia, além de construir hospitais emergenciais para conseguir atender todos os casos, a fim de fazer o distanciamento social efetivo e possível para todos. A partir dessas ações, espera-se garantir uma melhora nas condições de bem-estar da nação.