Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 08/07/2020
Com o novo coronavírus já ultrapassa mais de 1.600.000 casos no Brasil, e ainda não possui uma vacina ou um tratamento, a opção mais favorável é o isolamento social. Essa medida é essencial para a diminuição do numero de casos, mas submete a população a desafios como a perda de emprego e o cuidado com a saúde mental.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação subiu para 12,2% esse trimestre, deixando por volta de 1,2 milhões de pessoas desempregadas. Porém o trabalhadores mais atingidos são aqueles do setor informal e pequenos comerciantes. Com o isolamento essas pessoas não podem exercer suas funções, o que as deixa sem renda e temendo não poder mais se sustentar. Há também aqueles que ainda trabalham, mas não estão em melhores condições, além da exposição ao vírus, a renda caiu drasticamente.
Essa perda de emprego, juntamente com o medo do contagio e a perda de conhecidos, causa um grande impacto na saúde mental da população. Os níveis de depressão e ansiedade, desde o inicio do isolamento vem crescendo rapidamente. Com as jornadas exaustivas, e grande risco de contagio, dos profissionais de saúde e a violência sofrida por várias mulheres, o psicológico dessas pessoas são muito abalados, e muitas vezes elevados pela suspensão dos serviços de apoio.
Logo para que os trabalhadores prejudicados, não sofram muito, e possam parar suas atividades e praticar o isolamento social, o governo poderia dar um auxilio financeiro a quem realmente precisasse, até o fim da pandemia. Já para as pessoas sofrendo com a saúde mental, especialistas, poderiam criar novos canais para o atendimento, assim quem necessitar de auxilio, não estaria se expondo ao vírus. Toda a ajuda é necessária, pois de acordo com Zygmunt Bauman “Não são as cerises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas”.