Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 08/07/2020

Globalizador das nossas mazelas!

Assim que a pandemia do novo coronavírus chegou no Brasil, os impactos no país têm sido diversos. Porém, pessoas que estão às margens da sociedade tem seus problemas amplificados e intensificados pelo Covid-19. Contudo, a condição em que os setores mais vulneráveis da sociedade se encontram atualmente não se dão por conta da pandemia que vivemos, mas sim por diversos fatores, tais como a crise política e sanitária do Brasil, tendo como seu produto a precarização da condição desta população.

Em primeiro lugar uma pesquisa da PUC-Rio evidência que em termos de mortes por coronavírus, pessoas sem escolaridade estão três vezes mais suscetíveis (71,3%) em comparação àqueles com nível superior (22,5%). Somando-se raça e índice de escolaridade, se revela o abismo da desigualdade no país. Negros e partos sem escolaridade jazem quatro vezes mais pelo novo coronavírus do que brancos com nível superior (80,35% contra 19,65%).

Em segundo lugar, de acordo com o dramaturgo nordestino Ariano Suassuna, é muito difícil você vencer a injustiça secular, que dilacera o Brasil em dois países distintos: o país dos privilegiados e o país dos despossuídos. A injustiça secular citada pelo autor só vem sendo exacerbada pela situação hodierna em que o país se encontra, como demonstrado pelos dados supracitados. Todavia, esta disparidade social não é produto apenas da crise sanitária em que a pandemia colocou país, mas sim de uma crise política gerada pela inexistência de governabilidade e negligência por parte de diversos estadistas. Outrossim, a estagnação econômica, uma vez que pessoas de baixa renda tem que trabalhar colocando suas vidas em risco para ter acesso a produtos básicos como alimento, água, energia e itens de higiene.

Em suma, o governo deve gerar rodas de conversas online para escutar as mazelas que os afligem, outrossim deve promover em conjunto da sociedade civil assistência a esta parcela da população tão vulnerável ao novo coronavírus, por meio de ampliação de auxílios preexistentes, tendo melhora na qualidade de vida destas pessoas como fruto, prezando pelo seu bem-estar social como concordado na Declaração Universal dos Direitos Humanos e diminuindo o número de mortos por motivos de renda.