Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 09/07/2020
Em abril de 2009, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou estado de emergência global em razão da disseminação mundial da gripe A H1N1, popularmente conhecida como gripe suína. De forma análoga, atualmente, a OMS declarou que vivemos uma pandemia do novo coronavírus, chamado de Sars-Cov-2. Paralelamente, tal situação promoveu a adoção de medidas sanitaristas no mundo como o isolamento social. Em contrapartida, há desafios para a concretização dessas medidas de segurança tendo em vista vista a negligência do Poder Público e populacional.
Em primeira análise, a Constituição cidadã de 1988 define o papel primordial do Estado: promover todas as ações necessárias para o bem comum. Nesse sentido, o escritor Gilberto Dimenstein, na obra O Cidadão de Papel, dissertou que apesar dos cidadãos possuírem direitos assegurados na Legislação, na prática, em muitos casos, não ocorre. Visto isto, tem-se como exemplo a indiferença do chefe de Estado Jair Bolsonaro que, após testar positivo para COVID-19 foi a sucessivos eventos em diferentes estados sem respeitar as providência sanitárias, colocando em risco a vida de diversas pessoas. Desse modo, haja vista o descumprimento do dever fundamental do Estado, o desprezo com o isolamento social se intensifica.
Em segunda análise, o sociólogo alemão Herbert Marcuse, na obra “Teoria da Mecânica do Conformismo”, discorria sobre a predisposição do homem alienado a não se compadecer com os sofrimentos e angústias alheias. Tal fato pode ser exemplificado pela lotação das praias no Rio de janeiro em 13 de junho de 2020, principalmente na Praia da Barra que, mesmo com a proibição da circulação nas areias e a entrada no mar pelo governo local. Nesse sentido, é nítida o conformismo impregnado na sociedade, uma vez que o número de mortos aumenta cada vez mais e a negligência ao isolamento social continua sendo amplificada.
Por fim, caminhos devem ser elucidados para combater o descaso com o isolamento social abordado. Sendo assim, compete ao Ministério da Saúde, em parceria com o da Cidadania, por meio das redes sociais e emissoras de televisão, promover campanhas de conscientização eficientes, que pontuam a importância de tal contenção de fluxo populacional, com a finalidade de uma plena efetivação de tal medida de segurança. Dessa forma, o Poder Público e a sociedade lidarão de forma mais promissora com a problemática vigente.