Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 17/07/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o isolamento social apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da necessidade de emprego, quanto a falta de preocupação. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que o isolamento social deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, a necessidade de um emprego impossibilita que o isolamento aconteça, com isso, o número de infectados vem aumentando cada vez mais. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar a falta de preocupação como promotor do problema. De acordo com os dados do IIS (Índice de Isolamento Social), 60,8% das pessoas ignoram o isolamento. Partindo desse pressuposto, percebe-se que os percentual de casos aumentam a cada dia, por consequência da falta de cuidados e mau uso dos equipamentos de prevenção à doença. Tudo isso retarda à resolução do empecilho, já que pouca preocupação contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o isolamento, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Governo, será revertido em ajudas aos mais necessitados, através de auxílios com doações de dinheiros, roupas, refeições e equipamentos de prevenções à doença. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do desafio do isolamento social, e a coletividade alcançará a Utopia de More.