Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 24/07/2020
A pandemia do covid-19 evidenciou violentamente a desigualdade no Brasil, caso já não fosse óbvia. Ou seja, a vulnerabilidade habitacional dos brasileiros foi intensificada durante a crise de saúde mundial. No entanto, somada às necessidades básicas de sobrevivência como alimentação e água potável, enfrentadas mesmo antes da doença, o Brasil expôs a miserabilidade do poder público em oferecer saúde, proteção e renda aos pobres sem incitar o genocídio, como fez o presidente.
Nesse perspectiva, é preciso ressaltar as dificuldades de moradia no país, um lugar conhecido também por favelas, grandes espaços que acomodam aglomerados de pessoas não assistidas pelo poder público. Logo, é notável que Estado ignora a vida de milhares de brasileiros quando dados do senado constatam que quase metade da população não possui saneamento básico e que o número de pessoas em situação de rua sejam significativos no maior país da América do Sul. Portanto, é diante de crises que a realidade torna-se visível aumentando a letalidade de doenças.
Nesse sentido, vale ressaltar as diversas contrariedades do presidente, o qual demitiu membros do Ministério da Saúde por discordarem do governo. Este, por sua vez, deixou explícita sua oposição a ciência e a vida humana pivilegiando a saúde financeira a qualquer custo já que apesar de liberar um auxilio emergencial para os cidadãos e pequenas empresas, a palavra emergencial adquiriu novo significado. Isto é, as aglomerações em agências da Caixa eram vertiginosas e o crédito oferecido ao micro e pequeno empreendedor eram de difícil acesso considerando a burocrácia e as exigências.
Portanto, faz-se necessário que o Ministério da Saúde junto ao Ministério da Economia estude formas menos burocráticas e de fato emergenciais que visem a saúde financeira e biológica simultaneamente. Além disso, é preciso que a legislação restrinja o poder do presidente em situações de calamidade pública a fim de que o Brasil não enfrente epidemias sem líderes competentes, deixando-o a mercê de parasitas.