Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 27/07/2020
O isolamento social dentro do Brasil, é uma questão muito debatida e complicada de se aplicar no país, pois, mesmo dentro de uma crise de saúde pública é muito presente o jogo interesses políticos, sendo comumente abordado na mídia. Nesse sentido pode-se usar como exemplo o caso que ocorreu no dia 16 de abril de 2020, no qual o presidente Jair Messias Bolsonaro demitiu o ex-ministro da saúde Luiz Henrique Mandetta por ele ser a favor da paralisação e isolamento.
Primeiramente, em uma entrevista à TV Globo, Mandetta afirma: “Isso leva para o brasileiro um momento de dubiedade: ele não sabe se escuta o ministro da Saúde, ou se ele escuta o presidente da República, quem é que ele escuta”, referindo-se às falas do presidente contra as medidas de isolamento social, defendidas pelo Ministério e por ele. Após essa reportagem, fica-se evidente o descaso por parte do presidente com a população e como consequência temos o aumento direto de casos e vítimas do coronavírus, graças a dúvida gerada.
Segundamente, é possível relacionar a atual situação à frase do filósofo Rousseau, na qual ele diz: “O homem é o produto do meio”, ao ter presente a incerteza de qual via seguir, para controlar a propagação do vírus. Como muitos brasileiros precisam trabalhar, têm-se, um aumento na circulação de pessoas nas ruas, situação que poderia ser evitada com intervenção do ministério da saúde e o ministério da cidadania. Devido a falta de seriedade e competência, dos ministros o controle da pandemia acaba ficando descontrolado, por falta de ajuda aos trabalhadores, que não tem escolhas senão se arriscarem nas ruas.
Ocorreu no dia 9 de abril de 2020, a abertura de um auxílio emergencial, uma ajuda de seiscentos reais em três parcelas para trabalhadores autônomos, o que acaba causando a exclusão de trabalhadores com carteira assinada ou que não tem acesso à internet para poder ser feito o requerimento do auxílio.
Portanto, o governo deveria criar uma forma de auxiliar e distribuir fundos de maneira mais acessível às pessoas que foram excluídas no primeiro programa, contendo também formas de confirmar se a pessoa realmente necessita desse dinheiro e que ocorra punições a quem tentar fraudar o sistema, desse modo, seria possível diminuir o fluxo de pessoas nas ruas e fornecer ajuda financeira aos trabalhadores que não tem opção além de ir trabalhar.