Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 28/07/2020

A Segunda Revolução Industrial, ocorrida na metade do século XIX, introduziu na sociedade os aviões, necessários para expandirem as comunicações entre os continentes de forma globalizada. Nesse contexto, percebe-se que essa nova tecnologia foi responsável  pela disseminação de doenças, como foi comprovado em 2020, com o quadro de infecção global pelo covid-19. Nesse âmbito, pode-se analisar que uma das medidas adotadas para minimizar o impacto dessa patologia viral foi o isolamento social mas, nota-se que, no Brasil, evidenciam-se alguns entraves como a negligência governamental e a necessidade do indivíduo em negar essa profilaxia.

Inicialmente, é importante ressaltar que a displicência governamental é um desafio no que tange ao combate dessa pandemia viral. À exemplo disso, a lotação da praias da cidade do Rio de Janeiro, em 15 de março de 2020, mesmo com as medidas de alerta instauradas pelo governo local, como a proibição de aglomerações em locais públicos devido à expansão do coronavírus no país. Dessa forma, observa-se uma negligência governamental, uma vez que, não foram destinados de maneira eficiente as receitas financeiras e equipamentos de proteção individual para as pessoas que foram designadas à trabalharem com a fiscalização de ambientes passiveis de aglomeração , dificultando a execução dessa atividade na sociedade. Consequentemente, a recorrência de indivíduos infectados por essa doença cresce de maneira exponencial.

Ademais, é imperativo pontuar que há uma  necessidade das pessoas em negar essa profilaxia, principalmente, para a realização de atividade laboral. Tendo como exemplo disso, os dados divulgados pelo Mapa Brasileiro da Covid-19, no qual afirma que, aproximadamente, 50% da população está de quarentena em casa, porém alguns especialistas informam que esse número não é adequado para enfrentar à pandemia desse vírus. Desse modo, isso acontece devido ao sistema de produção capitalista a qual as pessoas então inseridas pois, é pautado na execução de atividades laborais para obter-se recursos financeiros para proporcionar-se um estilo de vida básico, como poder alimentar-se e possuir alguma vestimenta. Logo, é necessário a ampliação de algumas medidas protetivas aos indivíduos ativos nessas condições.

Portanto, é perceptível que a displicência governamental e a necessidade de algumas pessoas em negar essa profilaxia são alguns desafios para o país. Sendo assim, cabe o Governo Federal em parceria com o Ministério da Saúde, promover a liberação de verbas para aumentar a fiscalização nos grandes centros urbanos, por meio da contração de profissionais e aquisição de equipamentos de proteção, como máscaras, a fim de garantir condições adequadas para a execução dessa atividade.