Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia
Enviada em 06/08/2020
O Livro “This Perfect Day”, do escritor Ira Levin narra a história de uma sociedade que se encontra livre de quaisquer conflitos e dilemas pessoais, de maneira que todos usufruam de sua plena felicidade. Contudo, o que se observa na realidade é o oposto, uma vez que o surgimento de uma pandemia oriunda do vírus SARS-CoV-2 implica um autocuidado social pouco efetivo no Brasil, impossibilitando a concretização literária de Levin. Esse cenário antagônico tanto é fruto de uma falta de conhecimento da população quanto de uma crise econômica. À frente disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos.
Em primeiro plano, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra raiz do problema, se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre autorresponsabilidade em relação ao distanciamento social, sua óptica será restrita, o que dificulta a erradicação da pandemia no país, já que os índices de isolamento social sofreram declínio de 60% para 36,9% na região Centro-Oeste, consoante o rádio “Rio Vermelho”. Logo, os casos da COVID-19 aumentam exponencialmente, por conseguinte, é fulcral que o Estado crie mecanismos para a democratização do acesso à notícias sobre isolamento societário, pois segundo o pensador Thomas Hobbes, o Governo tem a responsabilidade de manter o bem estar de toda a nação.
Em segunda análise, vale salientar a crise financeira vigente no país como promotora dos desafios impostos pelo isolamento do corpo social, em razão de que o jornal “Gazeta do Povo” disponibilizou dados no qual o Brasil não permite avanços em diversas áreas, como saúde e infraestrutura pela falta de capital. Diante do exposto, é eminente a queda do distanciamento social, dado que a população necessita da cooperação financeira governamental para se manter. Por esse ângulo, nota-se a “Modernidade Líquida” vivida no século XXI, conforme Zygmunt Bauman, tal hodiernidade descende da falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas. Desse modo, pode-se apontar tal contemporaneidade como impulsionadora do conflito.
Portanto, infere-se que ainda há entraves para garantir uma responsabilidade coletiva a fim de um isolamento público. Destarte, com o intuito de mitigar a contenda, urge que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Estado, não ultrapasse a verba nacional disponível, com a implantação de recursos que mantenha a população informada, mediante o Ministério da Saúde, objetivando reforçar o autocuidado social e, amenizar a contaminação pelo vírus. Dessa maneira, o Brasil poderá alcançar o “This Perfect Day” de Levin.