Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 14/08/2020

Covid-19

O mundo com o qual estávamos acostumados mudou. Confraternização com os amigos, churrascos de família, são, por exemplo, atividades do nosso antigo cotidiano, que não são mais praticadas na mesma intensidade, ou em alguns casos, nem estão acontecendo. Um pequeno vírus chamado pelos especialistas de Covid-19, que teve seus primeiros casos no ano de 2019, na cidade de Wuhan, na China, vem sendo o motivo do tão temido isolamento social, o que tem aumentado o índice de doenças mentais na população. Esse cenário de insegurança e medo que a pandemia trouxe consigo, vem se tornando propício para o agravamento dos sintomas de transtornos mentais e crises de ansiedade. Segundo uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) o isolamento vem mexendo de forma assustadora com a cabeça das pessoas. Cerca de 89,2% dos especialistas entrevistados destacaram a piora nos quadro psicológicos dos seus pacientes. A Organização mundial de saúde (OMS) já destacou a importância dos governos não negligenciarem o apoio psicológico, já que os números crescentes de suicídio preocupam. Afirma-se que a situação é agravada pelo fato de já haver uma carência e falta de investimentos e prevenção nessa área. A OMS (organização mundial de saúde) recomenda uma atenção especial á famílias que possuem crianças em casa, devido a dificuldade em conciliar o a educação a distancia com o teletrabalho. Afirmam também a importância de procurar explicar para as crianças e pessoas com deficiências cognitivas sobre a pandemia. Estratégias de cuidados psíquicos, como, reconhecer e aceitar seus receios e medos, procurar pessoas de confiança para conversar, reorganizar os planos e estratégias de vida, de forma a seguir produzindo de forma adaptada às condições associadas à pandemia, são pontos destacados pela fundação Fiocruz.