Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 14/08/2020

Isolamento social: até quando é vantajoso?

Durante o século XIV, a peste negra havia se espalhado por toda a Europa. Tal qual, Veneza adotou uma regra que navios tinham que ancorar por quarenta dias antes que todos os passageiros pudessem sair, denominando o período como “quarantino”. No entanto, no ano de 2020, com o aparecimento do covid-19 (Corona Vírus Disease-19), foi adotada a “quarentena”, para tentar evitar a proliferação do vírus que tem uma grande velocidade de propagação. Nesse contexto, é possível destacar a preocupação com a população, mas também o aumento da desigualdade social.

Todavia, percebe-se que a quarentena reduz o contato entre as pessoas, o que tem a diminuir o número de casos, já que o vírus é contagioso. De acordo com o estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas, que modelaram a curva epidemiológica de Manaus, concluíram que o atual nível de isolamento da capital de 40% teve o efeito de diminuir o ritmo do contágio da doença. Em função disso, a saúde da região não sofreu um colapso tão grande e pode atender mais pessoas, o que comprovou a eficácia do isolamento.

É preciso, porém, reconhecer as diversas pessoas que não podem trabalhar em decorrência das medidas de isolamento social. São muitas as histórias, como do senhor José Maria, onde está diretamente exposto ao contato com outras pessoas, mas que precisa trabalhar para ter o que comer, enfrentando ônibus lotados, e ainda uma diminuição significativa nas suas vendas. Vale ressaltar que, essa é a situação da maioria da população brasileira, fazendo com que a desigualdade social aumente. Tal qual, fazendo-se necessário a busca por novas medidas de proteção, para que o trabalho das pessoas não seja diretamente afetado.

Diante dos fatos mencionados, entende-se a necessidade de propor ações capazes de atenuar a problemática do isolamento social e novas medidas para o controle do coronavírus. Nesse contexto, cabe ao Estado ajudar as pessoas que estão enfrentando dificuldades, como a prorrogação do auxílio emergencial e o investimento na Educação, para auxiliar nas pesquisas para a criação de uma vacina eficaz. Dessa mesma forma, cabe também a conscientização da população para que adote as medidas de segurança orientadas pela Organização Mundial da Saúde, e a mesma busque novas alternativas que não afete a população mais carente, para que seja possível controlar a doença.