Os desafios do necessário isolamento social no Brasil em casos de pandemia

Enviada em 14/08/2020

A palavra pandemia, por definição da Organização Mundial da Saúde, diz respeito a uma doença que está em processo de disseminação pelo mundo, de pessoa para pessoa. Em função do coronavírus o isolamento social está sendo requerido no Brasil, a fim de preservar a vida e diminuir as taxas de contágio, porém o cenário apresenta obstáculos financeiros e emocionais que devem ser tratados com urgência.

Em primeira análise, nosso país apresenta uma das maiores taxas de desigualdade no mundo. Segundo dados do IBGE de 2018, 40% da renda de todo o país está concentrada nas mãos de 10% da população, com milhares de famílias dependendo de programas auxiliares do governo para sobreviver e não tendo escolha se não sair na rua para ter condição de colocar comida na mesa. O elevado número de trabalhadores informais - vendedores ambulantes, camelôs - torna o isolamento social quase que uma utopia num cenário de tantas diferenças.

Ademais, a questão emocional de cada indivíduo pode acabar por se fragilizar e trazer consigo algumas adversidades. A ausência de validação social no cotidiano gera problemas como depressão, ansiedade e estresse, seja pela falta de interação com outras pessoas ou pela tensão gerada em um ambiente familiar idêntico todos os dias.  Em síntese, a quarentena afeta diretamente na saúde mental do povo em função dos transtornos gerados pelo distanciamento necessário do quadro pandêmico.

Diante disso, fica evidente que medidas precisam ser tomadas para mitigar essas dificuldades. Cabe ao governo federal, por parte dos ministérios, garantir uma renda miníma e assistência com produtos básicos a trabalhadores informais e pessoas em risco de sobrevivência para garantir-lhes condições normais de bem-estar e saúde. Somado a isso, projetos de ajuda emocional com profissionais qualificados na área através de divulgação por mídias sociais e de fácil acesso trariam o êxito no urgente isolamento social.